Wednesday, May 8, 2019

Tipos de Psicoterapia


tipos de psicoterapia

E agora, qual tipo de psicoterapia escolher?

A psicoterapia é um tratamento que se baseia na comunicação entre o psicoterapeuta e o paciente, com o propósito de induzir um melhor conhecimento sobre as atitudes, comportamentos e sentimentos do paciente, visando corrigi-los no caso de se mostrarem disfuncionais ou prejudiciais à sua vida. Nessa troca, é muito importante que haja empatia de ambas as partes, assim como é fundamental que o paciente se identifique com o método utilizado, pois será estabelecido um contrato, mesmo que informal, que se baseia em um relacionamento de atuação conjunta entre ambos.
E para ajudar você a conhecer melhor as nuances da psicoterapia, abaixo você encontra formas de classificação, divididas entre individual e em grupo, e, também, alguns dos tipos de psicoterapia existentes.

Psicoterapia individual

Na psicoterapia individual, terapeuta e paciente se encontram com uma periodicidade de acordo com o estabelecido e com o tipo de linha, e iniciam um relacionamento de atuação conjunta. E, nesse contexto, existem dois caminhos possíveis: a psicanálise e/ou a psicoterapia comportamental.

Psicanálise

A psicanálise foi a primeira forma de psicoterapia formal que se tem conhecimento. Na realidade, ela não é somente uma forma de psicoterapia, mas um modo de entendimento da estrutura e da dinâmica psíquicas em sua manifestação normal e, também, na manifestação patológica.
Criada e desenvolvida por Sigmund Freud, acabou ganhando subdivisões ao longo da história. Na atualidade, costuma-se juntar em um único grupo a psicanálise e as terapias de orientação analítica, que incluem a terapia expressiva e a de apoio, bem como a terapia dinâmica breve.
A psicanálise clássica se baseia em conceitos como repressão de desejos e inconsciente dinâmico, e tem por finalidade principal trazer para o nível consciente os conflitos inconscientes. Nas sessões, são utilizadas técnicas de fala livre, de interpretação de sonhos e de transferência, que consistem em passar para o terapeuta sentimentos bons ou ruins originariamente dirigidos a outra pessoa.
Na técnica Clássica, o paciente fica de costas para o terapeuta e as sessões podem chegar a ser diárias, por um período de tempo indeterminado. É uma abordagem que exige uma estrutura de ego forte para lidar com as tensões e emoções que surgem.
Outras linhas, também de orientação psicanalítica, têm o mesmo fundamento nos conflitos inconscientes, mas são menos radicais e internas, como a psicoterapia psicodinâmica breve, por exemplo, que tem uma duração mais curta (tipicamente alguns meses), e é realizada de forma semanal e voltada para pontos mais específicos do comportamento ou do relacionamento.

Psicoterapia Comportamental

Abordagem psicoterapêutica de grande influência, a comportamental é baseada principalmente em conceitos de aprendizagem e condicionamento, e se utiliza desses conceitos para modificar comportamentos disfuncionais.
No condicionamento clássico, a repetida associação de um estímulo originariamente sem relação com o comportamento, acaba por elucidá-lo. O exemplo mais clássico é a associação do som de uma campainha com a salivação, condicionando cães a associarem som e comida.
No condicionamento operante, o comportamento é reforçado ou inibido de acordo com as consequências do mesmo. Punições e prêmios utilizados para o ensino se baseiam neste conceito, mas ele é claramente mais amplo.
Aplicações práticas de técnicas comportamentais incluem prêmios para bom comportamento (tomar medicação, por exemplo), dessensibilização (exposição progressiva, mental ou real, em pacientes fóbicos), entre outras.
Uma técnica psicoterápica mais recente é a chamada cognitiva ou cognitiva-comportamental. Ela tem por fundamento a ideia de que o pensamento vai determinar o comportamento. Criada e aplicada para transtornos depressivos, ela usa técnicas para mudar o pensamento disfuncional, como a tríade de pensamento “não valho nada”, ”o passado e o presente são ruins” e o “futuro será desastroso”.
Existem ainda outras abordagens de psicoterapia individual, como a interpessoal, que tem por finalidade ajudar a entender os comportamentos nas relações com outras pessoas, desde familiares até amigos e estranhos, a fim de melhorar estas relações.

Psicoterapia de Grupo

Antes de falar da psicoterapia em grupo, é bom esclarecer que algumas formas de psicoterapias não podem ser classificadas como individuais e nem como de grupo. É o caso, por exemplo, da terapia de casal e/ou a familiar. Em ambas o casal ou a família são o paciente, e não os indivíduos que compõem estas estruturas. Elas se baseiam na ideia de que o casal ou a família funcionam e que cada membro tem o seu papel. E, caso haja mal funcionamento, a caracterização do papel de cada parte é fundamental para uma mudança benéfica.
Voltando a falar de psicoterapia em grupo, existem inúmeras linhas, abordagens e finalidades. Existem grupos que podem ter a participação de um ou mais terapeutas, assim como pode haver um grupo de pares formado por pacientes de um terapeuta. Há também os grupos de familiares de pacientes com um problema.
O grupo de pares mais famoso e difundido no mundo é conhecido como AA – Alcóolicos Anônimos, e se baseia no depoimento de pares com a finalidade de induzir o reconhecimento do transtorno e da necessidade de ajuda.
E existem outros semelhantes, como o Narcóticos Anônimos e o Psicóticos Anônimos. A abordagem em grupo tem a vantagem de ser possível observar o comportamento e a capacidade do indivíduo de se relacionar com o grupo.

Qual tratamento escolher?

A psicoterapia se vale de métodos que nos permitem um melhor entendimento do funcionamento do psiquismo, tanto em seu estado normal como no patológico. Cada método tem uma indicação específica, a fim de que as sessões sejam direcionadas para o melhor entendimento dos problemas/transtornos. Se você tem dúvidas sobre qual é o mais adequado para você, marque uma consulta com um de nossos psiquiatras.

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