Monday, August 27, 2018

Depressão: qual médico ou especialista devo procurar?


Depressão: qual médico ou especialista devo procurar?

Saiba onde buscar ajuda e com quem se consultar para diagnosticar essa doença e ter o melhor tratamento possível – é o psiquiatra, o psicólogo ou nenhum?

A depressão é tratada principalmente por médicos e psicólogos. No entanto, o ideal é procurar um psiquiatra (médico com foco em transtornos mentais) para que ele diagnostique o problema e sua severidade e, então, recomende os tratamentos mais adequados para cada caso.
 
 
Saiba mais sobre o tratamento da Depressão!

Como saber se eu tenho depressão

Há sintomas suspeitos, como cansaço extremo, fraqueza, irritabilidade, angústia, tristeza, falta de interesse por atividades que antes davam prazer, pensamentos negativos ou que envolvem a morte e até disfunção sexual. E ainda existem testes e questionários.
TESTE sua depressão!
Mas só uma avaliação apurada do médico de fato vai diagnosticar a depressão e diferenciá-la de outros problemas. Nesse sentido, o psiquiatra é o melhor especialista, porque está habituado a lidar com esse distúrbio no seu dia a dia.
No entanto, é possível que, durante sessões de psicoterapia, o psicólogo perceba a presença da depressão.
Quando procurar a ajuda do médico? Em especial nos momentos que sentir que os sintomas acima – e tantos outros – estão afetando sua vida, parecem não ir embora ou surgem sem motivo aparente. Depressão não é frescura.

E quem faz o tratamento

Em geral, os especialistas mais importantes são o psiquiatra e o psicólogo. Enquanto o primeiro ajuda, entre outras coisas, com antidepressivos e outros remédios, o segundo trabalha, via de regra, com sessões de psicoterapia. Esses encontros podem ajudar a descobrir as causas psíquicas por trás da doença e auxiliar a desmontá-las.
No mais, questões secundárias podem ser lidadas com outros experts. Um nutricionista, por exemplo, contra-ataca eventuais compulsões alimentares ou, por outro lado, enfrenta a falta de vontade de comer.
Um médico do sono, por sua vez, contribuiria para melhorar a qualidade das horas dormidas. E um profissional de educação física pode ajustar o ritmo e a frequência de exercícios físicos, que contribuem para dar ânimo e bem-estar.
Revista SAÚDE, da Editoria Abril

Friday, August 24, 2018

Você conhece a depressão bipolar?



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Você conhece a depressão bipolar?

Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, 15% dos pacientes que sofrem com a doença cometem suicídio. Saiba mais sobre o distúrbio e seu tratamento

Classificada como a principal causa de incapacidade no globo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas no planeta. Apesar da versão unipolar ser mais comum, ela também pode se manifestar junto ao transtorno bipolar: é a chamada depressão bipolar. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), aproximadamente 4 milhões de brasileiros sofrem com o distúrbio.

Saiba mais sobre o tratamento da Depressão!

Ainda de acordo com dados dessa entidade, 15% dos pacientes acabam tirando a própria vida. Está claro, portanto, que estamos diante de um tema que merece maior repercussão.
Mas há diferenças nos sintomas entre a depressão unipolar e a bipolar? Esse quadro é especialmente grave? E como tratá-lo? SAÚDE enviou para Antônio Geraldo da Silva, diretor tesoureiro e superintendente técnico da ABP e presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), algumas questões sobre esse transtorno. Suas respostas estão abaixo:

Qual a diferença entre a bipolaridade, a depressão e a depressão bipolar?

A depressão bipolar são os episódios depressivos apresentados por pacientes com transtorno bipolar do humor. Dessa forma, precisamos explicar rapidamente em que constitui o transtorno bipolar: ele alterna episódio de mania (euforia), associados ou não a tais episódios depressivos.
A mania se caracteriza por um período de humor exaltado, aceleração do pensamento, agitações, excesso de energia, euforia, irritabilidade, mudanças bruscas de humor e alterações no sono. O episódio depressivo pode ser único ou recorrente, de intensidade leve, moderada ou grave. Sua duração é também variada, podendo ir de semanas a anos.
Em suma, os sintomas da depressão, seja ela unipolar ou bipolar, consistem nas mesmas manifestações: tristeza prolongada constante, sensação de vazio, irritabilidade, alterações no sono e no apetite (para mais ou para menos). Alguns desses fenômenos, no entanto, são mais comuns à depressão bipolar, como o excesso de sono, ganho de peso, delírios e instabilidade de humor acentuada.
Sobre as causas, temos várias etiologias para o transtorno bipolar, mas a principal delas é a correlação entre fenótipo e genótipo. Isso significa que existem tanto tendências hereditárias quanto fatores desencadeadores ambientais que podem acontecer ao longo da vida.
O diagnóstico diferencial pode ser complexo e deve ser feito por um psiquiatra, que analisará a situação de cada indivíduo, levando em consideração o histórico familiar, sintomas relatados pelo paciente, estilo de vida, entre outros aspectos.

Como é feito o tratamento?

O tratamento do transtorno bipolar e, consequentemente, da depressão bipolar é feito à base de psicofarmacoterapia. Ou seja: com o uso de medicamentos e psicoterapia. O maior aliado é o estabilizador de humor, por causa do risco de ciclagem para mania, embora alguns estudos apontem a possibilidade do uso de antidepressivos e antipsicóticos.
No caso da depressão bipolar, é necessário lembrar que a presença de episódios de mania deve ser levada em consideração, visando uma estratégia terapêutica que se adeque a ambos os panoramas, maníaco ou depressivo.
Para situações onde os medicamentos apresentam pouco impacto na remissão dos sintomas, a eletroconvulsoterapia (ECT) é um dos tratamentos mais eficazes para os quadros extremos de mania e depressão. Segura e realizada em ambiente hospitalar com o acompanhamento de equipe multiprofissional, com psiquiatria, anestesiologista e enfermeiro, a ECT consiste na aplicação correntes de energia de baixíssima amperagem, podendo salvar a vida de pacientes.
Saiba mais sobre ECT!
Este é o último recurso para casos não responsivos ao tratamento ou em que a pessoa esteja tentando suicídio de forma recorrente (várias vezes no mesmo dia ou semana) para cessar o quadro e não há nenhum tipo de maus tratos ao paciente.

Existem estudos ou pesquisas com dados estatísticos sobre a doença?

O transtorno bipolar inicia, em sua maioria, dos 15 aos 19 anos, apresentando um episódio depressivo como quadro inicial. Acredita-se que cerca de 2,5% da população sofre com o transtorno bipolar, com números semelhantes nos cenários nacional e mundial.

O que fazer quando os sintomas surgem ou em alguma crise?

Em ambos os casos, é necessário buscar auxílio médico. Quando os sintomas aparecem, o primeiro passo é procurar um psiquiatra para marcar a consulta.
Caso os primeiros sinais sejam percebidos pelos familiares ou amigos, é importante auxiliar o paciente, levando-o a compreender a importância de ir ao médico e iniciar o tratamento.
Quando o paciente já é acompanhado e inicia um episódio maníaco ou depressivo, a ida ao médico é essencial para que o tratamento medicamentoso seja adequado ao momento. E para que se verifique qual o gatilho da mudança de humor, entre outros aspectos clínicos.

Como familiares e amigos podem ajudar?

O apoio dos familiares e amigos é fundamental para o paciente com transtorno bipolar. Observar o sintomas iniciais e incentivar a busca ao médico, verificar os horários de administração do medicamento e consultas são algumas das ações que os familiares podem realizar.
Entretanto, o maior auxílio que eles oferecem ao paciente é compreender a sua situação patológica. E, para isso, é necessário enfrentar o preconceito contra doenças e doentes mentais. O preconceito, que neste caso chamamos de psicofobia, é a principal causa de afastamento do paciente do consultório médico e do uso correto de medicamentos prescritos.

Existem ações do governo para diminuir esses números ou trazer conscientização?

Nos últimos 30 anos, não tivemos nenhuma ação de prevenção de doenças ou promoção da saúde mental por parte da coordenação nacional de saúde mental. Existe agora uma proposta para que isso possa ser trabalhado, mas ainda não há ações efetivas para o setor.
Esperamos que, com a nova Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, no Ministério da Saúde, tendo à frente o Dr. Quirino Cordeiro, isso venha a acontecer. Essas ações de promoção da saúde mental e prevenção de doenças são extremamente importantes.

Revista SAÚDE, da Editoria Abril

Thursday, August 16, 2018

Tratamentos para depressão

O IPAN foi tema de reportagem no programa “Empresários de Sucesso” da Record News. A matéria explicou sobre os tratamentos para depressão e outros transtornos, desde medicamentos até a moderna Estimulação Magnética Transcraniana, trazendo também o depoimento de uma de nossas pacientes beneficiada com a técnica.
Confira!
#ipan #psiquiatria #depressao #estimulacaomagnetica #tratamentos

Friday, August 3, 2018

Curso de Estimulação Magnética Transcraniana


24 e 25 de agosto de 2018
Local: São Paulo – SP
O curso é voltado para médicos e tem como objetivo fazer uma apresentação teórica de todos conceitos básicos para uso da técnica da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva na clínica médica e o preparo técnico no seu uso com segurança e eficácia.
http://www.ipan.med.br/curso-de-estimulacao-magnetica/