Tuesday, August 29, 2017

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

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Se os níveis de ansiedade começam a interferir no dia a dia, pode ser um motivo de preocupação, pois, na verdade, esse é o principal sintoma do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Como o próprio nome sugere, trata-se de um estado ansioso relativamente constante, chamado também de liberação simpática crônica e recorrente sem um fator desencadeante, ou seja, uma situação onde não há realmente como justificar o que o paciente está sentindo.

Dentre os principais sintomas, destacam-se: inquietação psicomotora; tremores nas extremidades do corpo, como por exemplo, nas mãos; insônia e medo sem motivo aparente ou detectável. Outros sintomas também podem estar presentes, como a sudorese e a falta de apetite. Em geral, o transtorno se comporta de maneira crônica variável, ou seja, os pacientes têm épocas de melhora e piora.
Para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada, aqui no IPAN indicamos o acompanhamento de um médico psiquiatra aliado ao uso de medicamentos, que podem ser ansiolíticos (calmantes), e antidepressivos. Os antidepressivos podem ter um efeito ansiogênico inicial – causarem certa ansiedade que, em geral, deve ser aliviada assim que o efeito terapêutico surgir. Além dos medicamentos, a associação da psicoterapia também pode se apresentar de forma benéfica, principalmente para identificar se existem fatores emocionais precipitantes ou que intensificam os sintomas do transtorno.



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Monday, August 21, 2017

Esquizofrenia



Características Gerais | Como se Manifesta | Sintomas | Grupos de Risco | Subtipos | Diagnóstico | Tratamento no Ipan

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Esquizofrenia

A palavra Esquizofrenia deriva dos termos “frenos” – mente, ”esquizo” – cindida, e foi criada por Eugen Bleuler, em 1911, com o propósito agrupar uma série de transtornos, cuja perda das associações do pensamento era a característica fundamental, acompanhada de alterações de afeto (embotamento), volição (ambivalência) e comportamento autista, os chamados 4 AS de Bleuler. Estes transtornos eram chamados de demência precoce por Emil Krapelin, até que Kurt Schneider enriqueceu o entendimento psicopatológico da esquizofrenia, descrevendo, por assim dizer, a visão subjetiva dos pacientes. Sintomas que ele chamou de primeira ordem, como “vozes conversando entre si” ou “vozes de comando”, por exemplo. A esquizofrenia também costuma ser dividida em tipo 1 e 2, de acordo com o predomínio de sintomas chamados positivos – delírios e alucinações, ou negativos – embotamento e isolamento. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM-V), a Esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico grave, caracterizado por dois ou mais sintomas, tais como: alucinações auditivas, visuais ou sinestésicas, delírios, paranoia, desorganização da fala ou até mesmo fala incompreensível, catatonia e/ou sintomas negativos. Estes sintomas se manifestam, em média, por quatro semanas.

Como se manifesta

A Esquizofrenia se manifesta de forma abrupta ou gradual, porém, não há regras. Na maioria das vezes, ela se desenvolve de forma lenta e gradual, ao longo de meses, e os sintomas podem passar desapercebidos pelos familiares e amigos. O início das manifestações da doença, em geral, ocorre na adolescência ou na idade adulto-jovem, afetando a produtividade do paciente, com efeitos devastadores em sua vida e na de seus familiares mais próximos.

Sintomas

Os primeiros sintomas podem estar associados a insônia, ansiedade, desinteresse por atividades rotineiras, isolamento social, dificuldade de atenção/concentração e até abandono de estudos e trabalho. É comum haver descuido com a higiene, mudanças no comportamento e com a aparência, causando a impressão de ser apenas uma fase de “rebeldia”. Com o passar do tempo, os sintomas se agravam até a chegada do 1º surto psicótico. Este, em geral, se manifesta com agressividade, agitação, delírios de perseguição, vozes que dão ordens ou que conversam entre si, etc. O curso é variável. Geralmente existe uma fase prodrômica, uma ativa e uma residual. Na fase prodrômica, alterações mais leves, como isolamento, sensação de estranheza e alterações vegetativas, predominam. Na fase ativa, há predomínio de delírio ou alucinação, desorganização do pensamento e/ou sintomas catatônicos. E na fase residual, há predomínio de sintomas negativos de isolamento, como por exemplo, o embotamento. O prognóstico é reservado e costuma ser descrito com base na regra dos terços: um terço tem vida próxima ao normal; um terço apresenta prejuízo social e profissional importante, e um terço necessita de cuidados internos e, muitas vezes, hospitalização prolongada.

Grupos de risco

Trata-se de um transtorno mental que acomete pessoas de todas as idades, gêneros, raças, classes sociais e países e, segundo estudos da OMS – Organização Mundial de Saúde, atinge cerca de 1% da população mundial. Fatores genéticos parecem ser importantes, com casos claros de agregação familiar e de concordância genética, chegando a 50% dos casos. Há uma maior incidência entre pessoas nascidas no inverno e de mães que sofreram infecção por influenza na gravidez. Há uma concentração maior em centros urbanos e em classes sociais mais baixas. A proporção entre homens e mulheres é de 1:1, mas o início da doença é mais tardio nas mulheres.

Subtipos da Esquizofrenia

Os principais subtipos da Esquizofrenia são: Paranoide, Desorganizado, Catatônico, Indiferenciado e Simples. No Paranoide, há predomínio de sintomas psicóticos e, geralmente, os delírios têm conteúdo persecutório, bizarro e até de alucinações, cujas mais comuns são as auditivas. No Desorganizado, também conhecido como Hebefrênico, há predomínio de desorganização do pensamento, com discursos incoerentes e afeto infantilizado. No Catatônico, os sintomas psicomotores são eminentes, com a chamada flexibilidade cérea (manter-se em posições não fisiológicas), além de automatismos e estereotipias. No Indiferenciado, há dificuldade de isolar um sintoma proeminente. E, por fim, no Simples, há evolução de sintomatologia negativa sem surtos de sintomas positivos.

Diagnóstico

Em geral, o diagnóstico da Esquizofrenia é clínico, ou seja, realizado pelo histórico do paciente, bem como pela presença de sinais e sintomas. Não há um exame laboratorial ou de imagem capaz de diagnosticar a doença. Algumas alterações cerebrais são comuns, mas, ao mesmo tempo, pouco específicas. O achado mais consistente é o aumento de ventrículos. A fisiopatologia parece incluir hiperfunção dopaminérgica subcortical e temporal (sintomas positivos) e hipofunção frontal (sintomas negativos). Deficiências neurológicas leves são comuns. Alterações de movimento ocular rápido e alterações em potencial evocado são comuns, mas também inespecíficas.

Tratamento no IPAN

Aqui no IPAN o tratamento da Esquizofrenia é basicamente medicamentoso e psicoterápico. As abordagens psicoterápicas geralmente incluem a cognitivo-comportamental (reforço de atitudes adequadas e de aderência ao tratamento), além de psicoterapia de apoio e psicoterapia familiar. A abordagem medicamentosa consiste no uso de Antipsicóticos Típicos /Atípicos. Os Típicos têm ação principal de bloqueio dopaminérgico, como por exemplo, haloperidol e clorpromazina. São medicações eficazes para o alívio de sintomas positivos, mas com alguns efeitos colaterais. Os Atípicos têm graus variados de antagonismo dopaminérgico e serotoninérgico. Têm efeito em sintomas positivos e, também, parte dos sintomas negativos e são considerados a primeira linha de tratamento medicamentoso na atualidade. Além dos Antipsicóticos, outros medicamentos têm sido utilizados em associações para aliviar comportamentos impulsivos (estabilizadores do humor) e ansiedade (ansiolíticos). A Eletroconvulsoterapia (ECT) é indicada em quadros Catatônicos e quando há sintomas positivos resistentes às medicações. Recentemente o Conselho Federal de Medicina aprovou o uso de Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr) para o alívio de alucinações auditivas na Esquizofrenia.

Nem sempre é fácil conviver com a Esquizofrenia, tanto para quem sofre como para a família. Por isso, é importante buscar um tratamento que proporcione algum controle sobre as manifestações.