Monday, December 7, 2015

Aprenda a lidar com o estresse excessivo e evite problemas de saúde

O Bem Estar desta quinta (3) explicou o que é a síndrome de Burnout, uma sensação de esgotamento total causada pelo estresse. Para falar sobre como identificar o problema e tratá-lo, recebemos o psiquiatra Daniel Barros e o cardiologista Guilherme Spina.

O Bem Estar desta quinta (3) explicou o que é a síndrome de Burnout, uma sensação de esgotamento total causada pelo estresse. Para falar sobre como identificar o problema e tratá-lo, recebemos o psiquiatra Daniel Barros e o cardiologista Guilherme Spina.

A síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento total, de que toda a energia já foi queimada e o corpo e a mente chegaram à exaustão. É uma condição psiquiátrica com sintomas físicos e emocionais causada pelo estresse interpessoal crônico, ou seja, estresse contínuo em todas as atividades que envolvem o contato pessoal, principalmente o trabalho.

Um único evento não leva a Burnout. Outro mito é dizer que a síndrome é o ápice do estresse, mas a pessoa pode chegar a esse estágio e desenvolver outras doenças, como a Síndrome do Pânico. Por isso, a síndrome de Burnout não é só estresse ou cansaço, são alguns fatores que levam a esse quadro.
Os fatores para se chegar a esse problema são divididos em duas categorias:

– Fatores Organizacionais: jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização.
– Fatores Pessoais: ansiedade; pessoas idealistas, empolgadas (quanto mais envolvidas no trabalho, mais dedicação, maior a decepção também).
Os sintomas são vários, físicos e emocionais, e são divididos em três esferas:
– Exaustão Emocional: fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais.
– Despersonalização: distanciamento emocional e indiferença.
– Diminuição da realização pessoal: falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Outros sintomas podem aparecer com frequência: dor de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Quando a capacidade do corpo é muito forçada, em algum momento ele não aguenta mais. Por isso, a pausa é importante. Atividade física precisa de descanso para os músculos. O trabalho também precisa, mas para a mente.

Dicas

O ideal é saber o que incomoda e tratar a origem do problema, identificar os agentes estressores, mapear as situações e fazer pequenos ajustes (que fazem grandes diferenças):
– Converse com o chefe e colegas;
– Aponte os problemas antes que eles fiquem insuportáveis;
– Procure por tratamento médico e psicológico;
– Dê um tempo do trabalho (ou uma licença ou férias). Quando voltar, volte com calma ou em outra função.

Reação no corpo

Para o corpo, tanto faz se é Burnout ou estresse, ele reage da mesma forma. O organismo está preparado para lidar com o estresse, que é importante porque os “estressados” sobreviveram à seleção natural. Conseguiram fugir do leão porque o estresse deu o gatilho para a fuga.

O problema é o estresse contínuo, em que o sistema de defesa é acionado sempre e desgasta o organismo. Quando estamos em uma situação de estresse, o sistema adrenérgico é acionado. O coração dispara, os vasos sanguíneos se fecham e aumenta a pressão arterial. O coração bate mais rápido para chegar mais sangue aos músculos e aumentar a força para a fuga. Não importa se é uma situação que precisa de fuga ou não, o organismo sempre reage assim quando colocado sob estresse.

O estresse contínuo e intenso pode causar aumento da pressão e problemas cardíacos. A Síndrome de Takotsubo (coração dilata e fica mais fraco) pode ocorrer em uma situação de estresse intenso e agudo. Se a pessoa tiver a coronária entupida, também pode infartar.

O que ajuda?

Além de reconhecer o agente estressante e resolver esse problema, o exercício físico é um ótimo aliado, porque diminui o nível de estresse. A atividade física regula a frequência cardíaca, deixando-a mais baixa, então quando se tem um evento estressante ela aumenta menos. Por exemplo: uma pessoa que faz atividade tem a frequência em 60, na situação de estresse ela dobra para 120. Quem é sedentário já tem a frequência normal em 90 e no evento de estresse sobe muito mais rápido para 160 batimentos por minuto.
Programa Bem Estar, G1, São Paulo.

Boas Festas!!!


Friday, October 16, 2015

Cientistas encontram mutações genéticas que causam depressão

São Paulo – Pela primeira vez, pesquisadores identificaram duas variantes genéticas que podem fazer com que um ser humano desenvolva um quadro de depressão, segundo estudo publicado na edição desta quarta-feira (16) da revista científica Nature.

A descoberta pode ajudar cientistas a entender melhor a biologia da depressão, além de definir os alvos genéticos que medicamentos podem atingir no futuro.

Apesar de 350 milhões de pessoas no mundo todo sofrerem de depressão, os pesquisadores tinham muita dificuldade para encontrar os marcadores genéticos que poderiam ser ligados à doença.
Descobrir uma eventual conexão genética da depressão pode ser a chave para a criação de remédios mais eficazes no combate da doença.

No estudo, os pesquisadores sequenciaram os genomas de 5 mil mulheres chinesas que apresentavam sintomas recorrentes da doença.

Isso permitiu com que os cientistas identificassem duas variantes genéticas, versões de genes presentes no cromossomo 10, relacionadas à doença.

Apesar da descoberta, essas duas variantes não são a única causa da depressão.
Na verdade, elas são responsáveis por menos de 1% das chances de uma pessoa desenvolver os sintomas da doença. Mas, para a ciência, o número é bastante significante.

Além disso, essa é a primeira vez que um estudo consegue provar que variações no DNA de um ser humano podem ser o gatilho para que alguém tenha um quadro depressivo.

“Estamos no começo de um caminho que pode levar ao esclarecimento da biologia da depressão, abrindo possibilidades de tratamento que até agora eram consideradas impossíveis”, afirma Kenneth Kendler, psiquiatra e geneticista da Universidade Virginia Commonweath e um dos autores do estudo.

Gabriel Garcia, de INFO Online
Revista Exame. Exame.com

Cientistas descobrem remédio que “cura” depressão em um dia




Cientistas descobrem remédio que “cura” depressão em um dia
São Paulo – A depressão é uma doença psiquiátrica muito complexa, que se caracteriza pela perda de prazer nas atividades diárias, apatia, alterações cognitivas e de apetite, entre outros.
Por ser diferente da tristeza comum que a maioria das pessoas sente em algum momento da vida, ela ainda é um mistério para a medicina – já que pode acometer qualquer pessoa em qualquer período da vida.

Para tentar ajudar no tratamento da patologia, que ainda não tem cura, cientistas acabam de descobrir um medicamento que pode melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.
A maioria das medicações usadas no tratamento da depressão atualmente ajuda a equilibrar o nível de serotonina no cérebro – neurotransmissor responsável pelo humor e que, normalmente, nessas pessoas, acaba sendo “mal distribuído” pelo cérebro.

O maior problema é que esses remédios podem demorar até oito semanas para fazer efeito e os pacientes podem sofrer diversos efeitos colaterais até seus organismos se acostumarem com eles.
O novo medicamento tem como foco outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico (mais conhecido pela sigla em inglês GABA), responsável pela regulação da excitabilidade neuronal ao longo do sistema nervoso.

Os testes feitos em ratos mostraram que a medicação foi capaz de melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.

“Temos provas de que estes compostos podem aliviar os sintomas devastadores da depressão em menos de um dia, e de uma forma que limita algumas das principais fraquezas das abordagens atuais”, disse Scott Thompson, presidente do Departamento de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.

Os testes com ratos mostraram que os compostos aumentaram rapidamente a força de comunicação excitatória em regiões que estavam enfraquecidas pelo estresse e que se acredita serem enfraquecidas pela depressão humana.

Já em ratos que não estavam estressados, a medicação não mostrou efeito algum. Com isso, os pesquisadores acreditam que ela não terá efeitos colaterais em humanos.

Segundo Thompson, o medicamento agora precisa mostrar sua eficácia em humanos para poder, um dia, chegar ao mercado. “Agora, será tremendamente empolgante descobrir se eles produzem efeitos semelhantes em pacientes deprimidos.

Se estes compostos puderem rapidamente fornecer alívio dos sintomas da depressão humana, tais como pensamentos suicidas, eles têm capacidade para revolucionar a forma como os pacientes são tratados”, disse ele.

Karin Carneti, da INFO.
Revista Exame – Exame.com

Thursday, September 10, 2015

Curso de Estimulação Magnética Transcraniana



Próximo curso de Estimulação Magnética Transcraniana: 09 de Outubro de 2015

Curso de EMT - IPAN
Curso de EMT – IPAN

Aula teórica: 9:00h até 14:30h
Hotel Tulip Inn
Rua Apeninos, 1070, São Paulo- SP







Estimulação magnética - IPAN
Estimulação magnética – IPAN

Aula prática: 15:00h até 19:00h
IPAN – 
Rua Vergueiro , 1855, sala 46 – São Paulo


Descrição do curso:

Curso de EMT- IPAN
Curso de EMT- IPAN
O objetivo deste curso é a preparação do médico para o uso clínico da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva com eficácia e segurança.
Na inscrição está incluso livro do palestrante “Guia Prático de Estimulação Magnética Transcraniana” que será entregue no dia do curso.
Recomendamos também a leitura do artigo publicado recentemente, anexado neste convite, onde a técnica foi reconhecida grau de evidência A (definitivamente eficaz) para 2 indicações da EMT, em Neurologia e Psiquiatria, e o grau B para outras 2 indicações.


 

Conteúdo teórico:

1) Introdução e Histórico
2) Mecanismos fisiológicos
3) Equipamentos  e Bobinas para EMT
4) Excitabilidade cortical
5) Indicações e protocolos terapêuticos
6) Segurança: riscos, complicações, contra-indicações

Conteúdo prático:

Curso de EMT
Curso de EMT – IPAN
1) Marcação de pontos e localização de hot-spot
2) Obtenção de limiar motor
3) Localização de área terapêutica por neuronavegação

Público-alvo:

Médicos

Organização Casa da Psiquiatria:

Para mais Informações ligue para Tricia:  (11) 2592-2029 / 99602-7169 / 96849-7169 ou pelo site Casa da Psiquiatria!

Estágio:

O IPAN também oferece estágio com vivência da prática diária! Mais informações Aqui!

Friday, August 28, 2015

Estimulação Cerebral

Estimulação Cerebral: boas novas no tratamento de depressão e obesidade

Pesquisadores têm sucesso em tratamentos que usam eletricidade e magnetismo para “recalibrar” o cérebro.

Estimulação magnética IPAN
Estimulação magnética IPAN

A Estimulação Magnética gera breves campos magnéticos, semelhantes aos utilizados nos  aparelhos de ressonância magnética, que ativa ou inibe determinadas regiões no cérebro, de acordo com o objetivo terapêutico.




estimulacao-cerebral-profunda
Já a Estimulação Cerebral Profunda, conhecida também como DBS (do inglês, Deep Brain Stimulation) implica na implantação de um dispositivo que funciona como um “marca-passo cerebral” e envia impulsos elétricos a regiões específicas do cérebro. Objetivo é de alterar a atividade cerebral “de maneira controlada”.




Confira a matéria TV FOLHA:


Veja mais informações sobre tratamentos para depressão no site IPAN!

Monday, August 17, 2015

Primeiros sinais da esquizofrenia




Cada sintoma contribui para dar sentido a outros, com tempo e tratamento o paciente aprende a conviver com esse caminho

Antes do surgimento dos sintomas da esquizofrenia há um período denominado pródromo. Nessa fase, gradativamente, a pessoa vai mudando a maneira de perceber o mundo e a forma de se relacionar com os outros. A patologia se apresenta como outro caminho com o qual precisará aprender a conviver.

Para muitos, no começo, a experiência parece sedutora, mas logo se torna assustadora. A vivência dos sintomas vai formando uma rede de experiências em que cada sintoma contribui para dar sentido a outros e somente com tempo e tratamento o paciente aprende a conviver com esse caminho.
A pessoa com esquizofrenia começa a atribuir significado para as percepções diferenciadas que está vivendo e sentir que as coisas que acontecem e as atitudes das pessoas realmente se relacionam com ele. Essa é uma experiência muito difícil, e a forma de dar sentido a ela é por pensamentos que a justifiquem.

Seus pensamentos às vezes se confundem, e o paciente não consegue interpretar de forma correta o que os outros lhe dizem. Ao mesmo tempo, as percepções dos sentidos apresentam uma realidade completamente diferente, marcada por sensações também diversas, por vezes incompreensíveis.
É comum, por exemplo, que o doente perceba os sons de maneira mais intensa, até que começa a ouvir vozes.

Leia a matéria completa, Alívio para a esquizofrenia, capa da edição de Agosto de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento

Friday, August 14, 2015

Prevenir e tratar a depressão

Falsas crenças sobre a depressão podem impedir a tomada de decisão de procurar ajuda. Conheça mais sobre a doença e colabore com o sucesso de sua terapia.

Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879

Verdadeiro ou Falso!

O jejum melhora a depressão?

FALSO
Isto não é verdade porque os neurônios necessitam de glicose ( proveniente da alimentação) para funcionarem normalmente.

Chocolate melhora a depressão?

FALSO
O consumo excessivo de açúcar, por ansiedade, não faz bem para o organismo, além de engordar. No entanto, convém dizer que o aminoácido triptofano existe no chocolate e ajuda a produzir a serotonina no cérebro, um importante neurotransmissor que evita a depressão.

Alimentos gordurosos intensificam a depressão?

VERDADEIRO

A ingestão de gorduras saturadas ou gosduras trans não engordam somente, também aumentam em até 50 % o risco de depressão. Portanto, quanto maior a quantidade ingerida, maior a chance de ficar deprimido.

Existem diferentes níveis da doença?

VERDADEIRO
Existem variações, desde depressão muito leve, quase imperceptível ( depressão mascarada), até formas muito graves que ameaçam a vida (quando a pessoa não se alimenta, fica permanentemente deitada e não se movimenta.

Bebida alcoólica, em pouca quantidade, trata a depressão?

FALSO
Na verdade, o álcool deprime o sistema nervoso central e pode até mesmo piorar os sintomas da depressão. Se o indivíduo tem ideação suicida, uma embriaguez pode representar o estopim.

Antidepressivo engorda e diminui a libido?

VERDADEIRO
Um dos desafios da medicina é criar medicamentos antidepressivos que não provoquem ganho de peso nem reduzam o desejo e o prazer sexual. Mas os especialistas lembram que uma dieta balanceada e exercícios físicos ajudam a combater esses efeitos.

O café estimula o indivíduo deprimido?

FALSO
A cafeína tem propriedades excitatórias sobre o cérebro, mas, se consumida em excesso (5 ou mais xícaras de café por dia), pode provocar ansiedade, taquicardia, agitação e insônia.

Guaraná em pó ajuda a tratar a depressão?

FALSO
O princípio ativo do guaraná é a cafeína. Como já mencionado, em excesso, a cafeína produz ansiedade.

Depressão tem cura?

VERDADEIRO
A depressão é tratável, e mais de 80% dos indivíduos transtorno depressivos melhoram com o tratamento.

A doença acomete mais mulheres do que homens?

VERDADEIRO
Na população em geral, as referências mostram que de 5% a 12% dos homens têm ou já tiveram depressão, comparadas à porcentagem de 10% a 15% nas mulheres. Por causas históricas, sociais e culturais, as mulheres são mais sujeitas à depressão, mas o quadro clínico é o mesmo para os dois sexos.

Depressão está associada a falta de força de vontade ?

FALSO
Um dos principais erros de familiares e amigos é acreditar que o deprimido pode sair sozinho de uma crise e que só depende da força de vontade dele. É fundamental entender que a depressão é uma doença e a pessoa precisa de ajuda e apoio.
Criança também sofre de depressão?
VERDADEIRO
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, 1 em cada 33 crianças e 1 em cada 8 adolescentes são deprimidos ao longo dessa etapa de vida. Como a relação das crianças e adolescentes com a doença é diferente dos adultos, é importante que os pais procurem observar sintomas de depressão nessa faixa etária.

Psiquiatra só trata de transtorno mentais graves?

FALSO
Mentira. Os psiquiatras também trabalham na prevenção de transtornos mentais. São médicos e têm um visão integral do paciente (biológico, social e psíquica).

Depressão é hereditária?

VERDADEIRO
Assim como a pressão alta ou diabetes podem ser influenciados pelo histórico familiar, pessoas com caso de depressão na família têm maiores chances de desenvolver a doença.

Só tomar remédio cura depressão?

FALSO
Não existe pílula da felicidade. A depressão é sempre uma doença crônica que exige tratamento médico ou psicoterápico por toda a vida com uma equipe multidisciplinar que, além dos medicamentos (quando estes são necessários), também atua por meio de terapias, hábitos alimentares e de atividade físicas.

Quem já superou uma depressão tem menos chance de sofrer de novo com a doença?

FALSO
Pessoas que já tiveram quadro depressivo, mesmo tendo superado, são mais sujeitas ao reaparecimento. No caso das mulheres, por exemplo, aquelas que já tiveram depressão em outras fases da vida têm mais chance de desenvolver depressão pós- parto.

Chá-verde causa depressão?

FALSO
Mesmo sendo fonte de cafeína, que estimula o sistema nervoso, o chá-verde não causa ou piora os sintomas de depressão, pelo contrário, ele ajuda a diminuir os sintomas da depressão por ser fonte de theanina, um aminoácido com efeito tranquilizante.

Falar sobre a depressão ajuda?

VERDADEIRO
Guardar o problema só pra si dificulta o tratamento e a superação da doença. O importante é se abrir com profissionais de confiança para que o diagnótico e os procedimentos sejam feitos adequadamente.

O número de deprimidos varia em diferentes países?

VERDADEIRO
Uma pesquisa coordenada pela World Mental Health Survey  Initiative, peojeto da Organização Mundial da Saúde para saúde mental,investigou a prevalência da depressão pelo mundo. O resultado, curiosamente, mostrou que países mais ricos e desenvolvidos têm maior número de deprimidos.

Família e amigos próximos do depressivo não precisam de tratamento?

FALSO
Não é uma regra, mas muitas vezes é o contexto em que a pessoa vive que alimenta seu quadro de depressão. Nesse caso, familiares e pessoas mais próximas pode precisar de tratamentos paralelos para otimizar a volte cura do depressivo.

Mesmo se sentindo melhor, o tratamento deve continuar?

VERDADEIRO
Além de melhorar os sintomas do paciente depressivo, o tratamento também tem a função de fazer com que ele volte à sua  vida normal. Por isso , mesmo quando já sente as melhoras, é importante esperar que o tratamento pode ser finalizado, pois há grandes chances de recaída.

Alguns níveis de depressão não precisam de tratamento?

FALSO
Não há como saber se nos casos mais leves haverá uma regressão natural da doença ou mesmo um aumento dos sintomas. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para acompanhar o desenvolvimento e cura.
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

COMO ANDA O SEU ESTADO EMOCIONAL?

Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879

Teste


Acha a maioria das coisas sem graça e tem dificuldade para se divertir?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Sente dificuldade de concentração ou para tomar decisões?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Tem problemas para dormir demais ou de menos?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Você costuma pensar na morte e considera-la uma solução para seus problemas?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Perde ou aumenta o apetite e o peso varia?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Sente-se mais agitado ou lento do que costuma ser?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência

Durante o dia, sente-se desanimado e sem vontade de fazer nada?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência
Costuma sentir culpa ou achar que nada tem sentido?
(   ) Nunca
(   ) Às vezes
(   ) Com frequência


Resultado

SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS FOI “NUNCA”: Felicidade pra dar e vender. Fique tranquilo, você está distante de um quadro depressivo. Pelas respostas, é possível perceber que sua saúde física e mental está em alta. Continue levando uma vida saudável para tornar esse bem estar duradouro. E fique atento para identificar alguma mudança significativa que altere esse estado.

SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS FOI “ÀS VEZES”: Tristeza que dá e passa. Você não está com depressão, mas vivencia momentos melancólicos. Às vezes é a cabeça que quer para, às vezes o corpo parece mais cansado do que deveria. Alimente-se melhor, pratique atividade física e, se sentir necessidade, procure por profissionais especializados, incluídos nutricionistas e educadores físicos.

SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS FOI “COM FREQUÊNCIA”: Em busca da felicidade. A boa notícia é que a vida pode ser muito mais interessante e divertida do que tem parecido pra você agora. O primeiro passo é considerar a possibilidade de estar passando por uma fase depressiva e procurar um médico de confiança com quem possa se abrir. Quanto antes é diagnosticada e quanto mais disposto é o paciente, mais a depressão tem chances de ir embora.


Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

O FATOR FÍSICO E A DEPRESSÃO



Prevenir e tratar a depressão Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879

A sinapse, que é a comunicação entre neurônios, é a base do funcionamento cerebral e do sistema nervoso. Na depressão acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores liberados, mas a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Então, o neurônio receptor captura menos neurotransmissor e o sistema nervoso funciona com menos combustível, o que faz com que bioquimicamente a pessoa tenha queda do rendimento como um todo.

Os Principais Sinais e Fatores de Risco

Dor de barriga, nas têmporas, nas costas, estes podem ser os primeiríssimos sinais de que alguém está prestes a mergulhar de cabeça em quadro depressivo. Mas esses sintomas são muitos genéricos para se pensar em fazer um diagnóstico de depressão, mesmo porque  há vários tipos e subtipos da doença, e para cada um deles há diferentes indicadores de seu início.
Por isso, é necessário fazer um profundo relatório sobre a vida atual do paciente, incluindo a história, a rotina, os hábitos, e os grupos social e familiar aos quais pertence. “Depois disso, é feita uma análise das mudanças repentinas de comportamento, como a pessoa que tinha como hábito de sair com os amigos semanalmente e inesperadamente abre mão desse convívio”, exemplifica Pepita Rovira Prunos, psicicóloga e psicanalista, vice-presidente da Sociedade Paulista de Psicanálise (SPP).
Os primeiros sintomas mais associados à depressão são, em geral, psíquicos, “como desânimo, desalento, falta de interesse, falta de motivação, e pode haver também sintomas físicos como insônia, inapetência, falta de energia física”, esclarece o professor Miguel Chalub.

Exames necessários

Como não existem exames físicos que permitam diagnosticar claramente a presença da depressão, os exames realizados são aqueles que podem comprovar ou não a ocorrência de outras doenças com sintomas semelhantes. “ Os exames podem ser feitos para afastar outras causas do quadro clínico apresentado”, explica Chalub. Por exemplo, é comum que seja solicitado o exame de sangue para detectar a diminuição dos hormônios tireoidianos, que caracterizam o hipotireoidismo. Assim como a tomografia computadorizada pode ajudar a excluir possibilidade de doenças neurológicas.

Tratamento: medicar ou não

Cada caso de depressão exige um tratamento personalizado. De acordo com o diagnóstico, podem ser necessárias abordagens que vão desde o uso de medicação, eletroconvulsoterapia (ECT), até psicoterapias individuais, de grupos ou familiares. A idade e o sexo também podem influenciar o tratamento. “ Basicamente são os mesmos sintomas, contudo a abordagem psicanalítica e os medicamentos são um pouco diferentes”, diz Pepita. Como na maioria dos tratamentos para psicopatologias, nem todos os especialistas são a favor do uso de medicamentos.
“Um estudo recente mostrou que a psicanálise ou a psicoterapia psicodinâmica a longo prazo apresentam resultados mais consistentes que a medicação”, defende o psicanalista Dunker. Mas ele conta que, apesar dessa controvérsia, ainda vigora o consenso de que a utilização de medicamentos, principalmente antidepressivos é necessária, benéfica e sobretudo deve ser acompanhada pela participação ativa e continuada do paciente na elaboração da estratégia geral de tratamento.
O plano terapêutico compreende três fases: aguda, de continuidade e de manutenção. A primeira dura de 6 a 12 semanas e tem como objetivo buscar a regressão dos sinais e sintomas da doença. Se não houver resposta, o diagnóstico necessita de uma reavaliação e, se for o caso, de uma modificação no esquema de tratamento. A atividade física e laboral, além de uma alimentação equilibrada, também são ressaltadas como formas complementares em quase todos os tratamentos bem-sucedidos.
E depressão tem cura. Mas também pode matar. A regra é que não há regra. “Se restringirmos a noção da cura ao controle do exagero, á recuperação da autonomia no interior da depressão e à melhor orientação na vida, posso dizer que a depressão tem cura”, define o especialista Dunker.

Tratamento duradouro

O que o especialista explica é que isso não evita o retorno da doença e a necessidade do acompanhamento médico ao longo da vida do paciente. A depressão é uma resposta ao empobrecimento da forma de viver reduzida a parâmetros de funcionalidade e adequação. Ou seja, pessoas que têm dificuldade de se relacionar, por exemplo, tendem a ser depressivas, e o tratamento pode, sim, perdurar durante toda a vida do paciente.

Respostas positivas

Cerca de 70% dos pacientes respondem à primeira etapa do tratamento terapêutico, mas apenas 30% alcançam a total supressão dos sintomas, levando uma vida absolutamente normal, sem recaídas.
“Acho importante explicar que a cura da depressão não significa a completa erradicação das mudanças de humor, e daquelas variações de desejos. É natural do ser humano que haja inconstância, dúvidas, oscilações.”
E acrescenta: “Se cura fosse a exclusão permanente e indelével da doença, em todos os seus tipos e modalidades, poderíamos nos tornar mais saudáveis, mas nos tornaríamos certamente menos humanos”, acredita Dunker.

Uma Epidemia no Mundo

Uma pesquisa coordenada pela World Mental Health Survey Initiative, projeto da Organização Mundial da Saúde para saúde mental, investigou a prevalência da depressão pelo mundo. Os  países pesquisados foram dividido em dois grupos: alta renda (Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos) e baixa e média renda (Brasil – com dados exclusivamente de São Paulo -, Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul e Ucrânia).
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

Afinal, o que é a depressão

Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, edição especial
IMG_5879
Estima- se que entre 15% e 25 % das pessoas possam ter uma crise depressiva pelo menos uma vez na vida, que precise de tratamento, segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na população em geral, as estatísticas mostram que de 5 % a 12% dos homens têm ou já tiveram depressão. Entre as mulheres o percentual é de 10% a 15%. “Elas , por causas puramente históricas, sociais e culturais, são mais sujeitas à depressão, mas o quadro clínico é o mesmo para os dois sexos “, define Miguel Chalub, professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo Christian Dunker, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) é possível definir a depressão das seguintes maneiras:

É UM ESTADO PSICOLÓGICO QUE EXAGERA, intensifica ou prolonga a resposta esperada para a perda, ausência ou a indisponibilidade de algo ou alguém. Neste sentido a depressão é um luto patológico. É por isso que encontramos no quadro clínico da depressão os mesmos sinais do luto. “ a depressão não é o luto e sua experiência  de tristeza, mas a exageração, a intensificação, a suspensão, o bloqueio ou o prolongamento, do luto, que por si só é um trabalho e uma disposição psíquica útil e necessária”, define Dunker.

É UM TIPO DE FUNCIONAMENTO, ou seja, um modo de realizar um laço social e interpessoal com o outro no que diz respeito à separação, ao desligamento ou à distância. Assim como no caso anterior, ela pode estar presente em situações específicas durante a vida, ou pode acompanhar de modo crônico os sintomas da neurose, da psicose ou da perversão. Elas podem se acentuar ou se atenuar ao longo da vida ( em função de contingência particulares),mas sempre estarão presentes, como que à espreita do momento oportuno para se manifestar.

É UMA CONDIÇÃO QUE ORGANIZA E DEFINE AS RELAÇÕES  do sujeito com os outros, de forma fundamental e mais ou menos permanente. Neste terceiro caso, a depressão que alguns autores ligam à clássica melancolia, depois também chamada de psicose maníaco-depressiva, e atualmente associada aos quadros bipolares de tipo mais grave.


As origens: evitar é possível

Como em todos os transtornos de humor, não existem causas bem definidas para a depressão. O desencadeamento das crises geralmente acontece como resultado da soma de múltiplos fatores, que podem variar de uma pessoa para outra, de acordo com uma maior ou menor tendência para desenvolver a doença.
A predisposição genética, por exemplo, é um desses fatores e se define pelo funcionamento do cérebro. Nele existem os neurotransmissores, que são moléculas que levam o impulso nervoso entre um neurônio e outro. As mais importantes são a serotonina, noradrenalina e dopamina. A depressão se caracteriza pelo mau funcionamento dessa cadeia de comunicação. “ Como se a mensagem ficasse solta no cérebro e não desse a sequência necessária para o vigor do dia”, explica Edna Maria Motta, psicóloga com atuação em psicanálise, professora de Psicopatologia e idealizadora do Instituto Crescendo em São José dos Campos (SP).

O mapa da prevenção

Prevenis é sempre melhor do que remediar. No caso da depressão, o que pode ajudar a evitar a doença está diretamente relacionado a uma vida saudável tanto física quanto mentalmente. Isso envolve bons hábitos alimentares, prática exercícios físicos, relações afetivas e atividades que estimulem a mente de maneira criativa.
Nos próximos capítulos abordaremos de maneira detalhada a influência dos alimentos e das atividades físicas no tratamento da depressão.
O diagnóstico de depressão envolve exames físicos e psicológicos. Uma boa avaliação deve incluir também um histórico detalhado dos sintomas, quando começaram. Há quanto tempo duram, qual a intensidade, se já acorreram antes e se já feito algum tratamento anterior. Saber da ocorrência da depressão em familiares também faz parte da investigação, pois a doença pode se manifestar por caráter hereditário.
Com relação aos exames físicos, eles devem incluir uma avaliação do estado mental para determinar se o padrão de pensamento ou discurso e a memória estão afetados, como frequentemente ocorre na depressão. “ Não há exames clínicos , radiológicos ou de neuroimagem que permitam diagnosticar com precisão a presença da doença”, alerta Dunker.

Parece, mas não é

Muitas enfermidades podem apresentar sintomas semelhantes aos da depressão. As mais comuns são doenças endócrinas, como hipotireoidismo e obesidade, vários tipos de câncer, doenças crônicas dolorosas, assim como algumas doenças neurológicas.
Some-se a elas medicamentos específicos, utilizados com outras finalidades mas que, entre seus efeitos colaterais, podem levar a quadros de depressão.
O psicanalista Dunker alerta que certos tipos de depressão estão associados com outras perturbações. Ele cita como exemplo o alcoolismo, casos de adoecimento como pós-acidente cardíaco, pós-isquemias, dor crônica como a fibromialgia, como o luto e dificuldades ligadas a momentos de vida como a menopausa ou gravidez.

Tristeza base

O especialista ainda comenta que há formas de se diferenciar esses tipos de depressão: “Um bom critério para distinguir a depressão de basa daquela como efeito colateral de uma condição clínica ou vital é perguntar pela história dos sintomas e suas variações”, diz Dunker. “ Quanto mais fixos e recorrentes, maior a possibilidade de que estejamos diante de uma depressão primária (de base), não reativa”, conclui.
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúdel

Depressão: Sofrimento do Corpo e da Mente



Prevenir e tratar a depressão

Coleção Viva Saúde, especial



IMG_5879
Os especialistas definem a depressão como uma doença que acomete o corpo como um todo. É um estado que traz uma sensação de vazio, no qual predomina uma tristeza profunda vivida fisicamente, uma lentidão e até inibição dos movimentos corporais. A apatia se reflete na redução da capacidade de concentração, perda de interesse das atividades antes prazerosas, energia reduzida, facilidade em sentir cansaço. É possível definir três diferentes graduações: leve, moderada ou grave. Em todas elas encontramos sentimentos de medo, insegurança, falta de esperança e desamparo. Também sensações de culpas e falta de sentido da vida.
Os transtornos de humor, dos quais a depressão faz parte, constituem um problema de saúde pública. Têm – se tornado cada vez mais frequentes, são pouco reconhecidos e, quando o diagnóstico é feito, muitas vezes a enfermidade é tratada de forma incorreta.

A depressão é uma doença que afeta a humanidade ao longo da história. ”Existe uma predisposição genética para depressão que pode ser precipitada por estresse. Para a psicanálise, as causas podem ser de origem externa ou interna do indivíduo”, explica Pepita Rovira Prunor, psicóloga e psicanalista, fundadora da Clínica Social de Psicoterapia psicanalítica Hélio Pellegrino e vice-presidente da Sociedade Paulista de Psicanálise.

Atitudes acolhedoras

O papel da família no tratamento da depressão de um parente é decisivo. ”A tolerância, compreensão e acolhimento parecem constituir um poço sem fundo para os que estão à volta de alguém deprimido. Por outro lado, pequenos gestos como sair da cama, dar uma volta no quarteirão ou ligar para um amigo adquirem o peso de uma impossibilidade radical. Isso pode ser percebido como um mistura curiosa entre desamparo e arrogância, o que frequentemente levanta reações de raiva e ódio”, esclarece Chistian Dunker, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (Ipusp). A atitude acolhedora, porém assertiva, é difícil de manter a longo prazo pelos familiares de alguém deprimido, mas busca – lá é fundamental para o sucesso do tratamento.
Esta edição pretende esclarecer o que é a depressão, como ela é diagnosticada, seus principais sintomas e tratamentos, meios de evitá-la, e ainda lidar com alguém próximo que sofre da doença. Os especialistas entrevistados foram unânimes: o primeiro passo é encarar a depressão como uma doença, que precisa de tratamento adequado, paciência e apoio para que seja curada.
Confira a matéria completa na edição especial da Revista Coleção Viva Saúde!

Monday, August 3, 2015

Stress no trabalho pode causar doenças mentais

De acordo com novo estudo, altos níveis de stress no ambiente de trabalho aumentam o risco de licença médica devido a transtornos mentais. Mulheres são as mais afetadas!

Trabalhadores com estilo de vida estressante, que fumam, têm trabalhos exigentes e com pouco apoio social correm um risco maior de tirar licença médica devido a problemas de saúde mental. É o que diz um estudo publicado na edição de agosto do periódico científico Journal of Occupational and Environmental Medicine.

Pesquisadores suecos analisaram dados de 12 000 trabalhadores e descobriram que, ao longo de cinco anos, cerca de 8% foram afastados do emprego por sofrerem de problemas psiquiátricos. Destes, 75% eram mulheres.

Os resultados confirmam pesquisas anteriores que já haviam mostrado que condições psicológicas no ambiente de trabalho afetam as taxas de licença médica por problemas de saúde mental. Para reduzir esse risco, segundo a pesquisa, os trabalhadores devem ser incentivados a uma prática atividade física regular e de alta performance. Além disso, os autores do estudo defendem que os empregadores passem a abordar os problemas existentes no ambiente de trabalho.

"Intervenções, como reduzir as elevadas exigências do trabalho podem revelar-se eficazes para diminuir o risco de licença médica associadas a transtornos mentais", disse Lisa Mater, uma das autoras do estudo e pesquisadora do Instituto Karolinska, na Suécia.

Confira matéria da Revista Veja Aqui!

Wednesday, July 22, 2015

Cinco passos para identificar sinais de distúrbios psíquicos

A proposta não é substituir o trabalho de profissionais, mas facilitar o encaminhamento a serviços especializados!

Situações preocupantes que envolvem pessoas com doenças mentais acontecem todos os dias em diversos lugares. Estimativas da Agência de Serviços em Abuso de Substâncias e Saúde Mental (SAMHSA), nos Estados Unidos, revelam que aproximadamente 20% dos adultos apresentam transtornos mentais em algum grau.
Não há fórmula mágica para evitar a angústia ou a violência que podem surgir com o sofrimento psíquico intenso. Alguns pesquisadores, porém, acreditam que uma recente estratégia pode ajudar a amenizar o problema. Um programa chamado Primeiros Socorros em Saúde Mental (MHFA, na sigla em inglês) treina cidadãos comuns para reconhecer os primeiros sintomas de distúrbios emocionais ou os sinais de uma crise para encaminhar a pessoa com dificuldade à assistência adequada.

De acordo com o projeto, uma intervenção eficaz dos próprios cidadãos não exige compaixão ou bom ânimo, mas sim um conjunto de competências que enfatizam a capacidade de ouvir ativamente, garantir segurança e informação útil e avaliar quando alguém se tornou perigosamente instável.
A proposta não é substituir o trabalho de profissionais, mas facilitar o encaminhamento a serviços especializados. O MHFA oferece um método simples e rápido para identificar sinais de distúrbios psíquicos e ajudar a pessoa em sofrimento.





Leia o texto completo “Primeiros socorros em saúde mental”, da edição de julho de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1epW4DO

Monday, July 13, 2015

A nova receita para combater a depressão: 90 minutos na natureza


Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, demonstram que caminhar em ambientes naturais diminui a atividade neuronal na área do cérebro relacionada a doenças mentais


Quer se livrar da depressão? Caminhe na natureza. De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, 90 minutos andando entre árvores e arbustos diminui o nível de pensamentos negativos e reduz a atividade nas áreas cerebrais relacionadas a doenças mentais. O estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), na última semana, sugere que parques naturais próximos aos grandes centros são essenciais para manter a saúde mental dos seres humanos.
"Nossas descobertas são importantes porque demonstram o impacto da natureza na regulação das emoções - o que pode explicar de que forma ela nos faz sentir melhor", diz o cientista Gregory Bratman, um dos autores do estudo.

Humor urbano - Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores partiram de estimativas de saúde globais, como as que mostram que pessoas que vivem nas cidades grandes têm risco 20% maior de desenvolver ansiedade e 40% maior de ter transtornos de humor. Para aqueles que nascem em ambientes urbanos e jamais saem das cidades, a probabilidade de desenvolver esquizofrenia é duas vezes maior. Os cientistas decidiram, então, verificar se a exposição à natureza estaria ligada a essas estatísticas.
No estudo, dois grupos de participantes caminharam por 90 minutos. Um deles em uma área repleta de carvalhos e arbustos e o outro, ao longo de uma rodovia com tráfego intenso. Antes e depois da caminhada, os pesquisadores mediram a atividade cerebral, os batimentos cardíacos e velocidade da respiração dos participantes.
Ao fim das caminhadas, os cientistas encontraram poucas diferenças nas condições psicológicas dos caminhantes. No entanto, as mudanças cerebrais foram marcantes. Naqueles que caminharam no ambiente natural, a atividade neuronal na região do cérebro relacionada aos pensamentos negativos repetitivos diminuiu consideravelmente. Essa área é fortemente relacionada a doenças mentais, como depressão, e a altos níveis de angústia e ansiedade.
Estudos anteriores conduzidos por Bratman mostraram que passar um tempo na natureza tem impacto positivo no humor, diminui a ansiedade e melhora atividades cognitivas, como a memória. Essa foi a primeira vez, contudo, que os cientistas conseguiram quantificar o impacto da natureza na mente humana.

Confira a matéria no portal da Veja!

O que (quase) ninguém diz sobre meditação

A técnica traz significativos benefícios para o corpo e para a mente: reforça a imunidade física, melhora a resistência à dor, favorece a concentração e o aprendizado, além de ser uma importante aliada no combate à ansiedade e à depressão

 
julho de 2015
Gláucia Leal
 
SHUTTERSTOCK

É tão bom, que até parece mentira: rezam os vários estudos e as comprovações obtidas por meio de exames de neuroimagem que, ao longo do tempo, a meditação traz significativos benefícios para o corpo e para a mente: reforça a imunidade física, melhora a resistência à dor, favorece a concentração e a capacidade de aprendizagem, além de ser uma importante aliada no combate à ansiedade e à depressão. Recentemente, foi descoberto que a prática age diretamente sobre as células, fazendo com que permaneçam jovens por mais tempo. Só isso já é bom o suficiente, mas tem mais: algumas técnicas são especialmente eficientes para nos tornar menos estressados e sujeitos aos estímulos externos indesejáveis que com frequência afetam o equilíbrio psíquico. Além disso, a meditação transforma tanto a anatomia quanto a dinâmica do cérebro, ajudando a desenvolver qualidades como empatia, compaixão e bondade – ainda que sem nenhuma conotação religiosa, apenas com intuito de desfrutar bem-estar interior (até porque, cá entre nós, seria uma dádiva não sofrer tanto com emoções como raiva, ciúme, inveja, apego etc., independentemente das situações em que nos encontrássemos...).
Enfim, dito assim, a meditação parece ser uma dessas maravilhas que, de tão boas, causam algum estranhamento. Ora, se a prática milenar não tem contraindicação e faz tanto bem, por que um número muito maior de pessoas não tira proveito dela? Afinal, não custa nada, não requer aprendizado intensivo nem grandes habilidades específicas... Mistério? Não. A resposta é bem simples até. Não importa o grau de sofisticação de uma técnica ou ferramenta, para que funcione é preciso que seja usada. Sabe a história do bolo de chocolate? De nada adianta ter os ingredientes, a receita e saber o procedimento se não colocamos mãos à obra e o preparamos.
Meditar é assim: simples, barato, transformador e não depende de ninguém além da própria pessoa. Porém, é preciso treino e regularidade. E ao contrário do que pode parecer à primeira vista, aquietar-se por 15 ou 20 minutos e prestar atenção na própria respiração não é exatamente fácil. Primeiro, é necessário ter a intenção honesta de fazer algo positivo por si mesmo e empenhar-se para isso com disciplina, investindo energia psíquica nesse propósito diariamente. E fazer isso, mesmo sabendo de antemão que, principalmente no início, os pensamentos vão voar. O exercício, aliás, é justamente esse, trazer a mente de volta, centrar-se de novo na respiração, e de novo e de novo, sem julgamentos. A possibilidade de, ao reabrir os olhos, enxergar o mundo de forma diferente (como se a paz interna transbordasse ao redor) é imensa. Mas não é magia. Cuidar de si mesmo é trabalhoso, requer determinação, paciência e tempo (ainda que sejam só poucos minutos por dia).
Boa leitura.

Este artigo foi publicado originalmente na edição de julho de Mente e Cérebro, que pode ser adquirida na Loja Segmento: http://bit.ly/1epW4DO

Friday, April 17, 2015

Conheça um novo tratamento para depressão quase sem efeitos colaterais

Quando o paciente não responde bem aos remédios, a EMT pode ajudar a melhorar os sintomas



por Maria Rita Horn, ZH Vida

06/04/2015


Técnica não invasiva e quase isenta de efeitos adversos, a estimulação magnética transcraniana (EMT) é regulamentada para uso clínico desde 2008 nos EUA, há pouco no Brasil, e tem eficácia comprovada para casos em que pacientes depressivos não respondem bem aos remédios. Mas o tratamento — aprovado também para o alívio de alucinações auditivas causados por esquizofrenia — ainda custa caro, não é coberto por planos de saúde e é desconhecido da maioria dos pacientes e até mesmo de muitos profissionais. 

— Em geral, é indicada (a EMT) para aquelas depressões que não respondem bem a pelo menos dois ciclos de tratamentos com fármacos. São os casos que a gente chama de depressão resistente ou refratária — afirma o psiquiatra Eduardo Martini, que aplica a técnica desde dezembro do ano passado em Porto Alegre. 

A EMT é diferente de outra já existente, mais antiga e também aprovada para uso clínico no Brasil: a eletroconvulsoterapia (ECT). As duas se baseiam em estimulação cerebral, mas a ECT costuma levar consigo o preconceito de "tratamento de choque".

— Apesar de ser uma técnica bastante segura (a ECT), há um certo estigma, e de fato pode trazer alguns efeitos colaterais, alterações cognitivas e de memória no longo prazo. E a preparação é mais trabalhosa (o paciente deve ser anestesiado). É usada em casos mais graves e agudos, de ideação suicida, de apresentação de psicoses, quando a pessoa perde o contato com a realidade — explica o psiquiatra André Russowsky Brunoni, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da USP. 

Já na EMT, o trabalho é praticamente indolor, sem anestesia, e o paciente pode ficar acordado durante as sessões.

— Acho que a confusão que se dá por ser um método aplicado na cabeça, no crânio, mas a EMT não induz convulsão. Existe o risco de induzir? Sim, existe, mas apenas se a gente não seguir os parâmetros de segurança. Depois que se estabeleceram esses parâmetros, nunca mais se ouviu falar em convulsão por EMT — ressalta Martini.

Método revolucionário em estudo na USP

Hoje, os valores de uma sessão de EMT giram em torno de R$ 300 — principalmente pelo custo da máquina (cerca de R$ 200 mil) e da necessidade de médico acompanhando —, e são necessárias de 15 a 30 diárias para uma reavaliação dos resultados. Uma alternativa ainda em estudo pode baixar os custos: a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC).

— Em vez de um campo magnético, usamos uma corrente elétrica de intensidade mais baixa (entenda melhor no quadro abaixo). O aparelho da ETCC é portátil, do tamanho de um livro de mão e poderia ser usado, em casa mesmo, com orientações — relata Brunoni. 

Com verba da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), uma grande pesquisa está em andamento no Instituto de Psiquiatria da USP. 

— Se comprovarmos a eficácia (da ETCC), será revoluvionário, pois o aparelho é bem mais barato (cerca de R$ 2 mil) e a aplicação é ainda mais simples — diz Brunoni.

Sessões e possíveis aplicações 

Na EMT, a primeira sessão é de avaliação, quando se busca descobrir se o paciente apresenta contraindicações.

Os parâmetros são medidos, assim como o cérebro, para localizar a região específica a ser estimulada, que fica marcada em uma touca. Então, são marcadas as sessões.

— Ele chega e veste a touca que vai usar do início ao fim do tratamento. Com isso, é possível posicionar a bobina sempre no mesmo lugar. Tem de estimular sempre o mesmo ponto — conta Martini.

Cada sessão pode variar de 15 a 30 minutos. E não há contraindicação para atividades posteriores da pessoa em tratamento, como dirigir, por exemplo.

— Alguns pacientes podem referir no início do tratamento um pouco de náusea, dor de cabeça, algum desconforto por prótese dentária — enumera Martini. 

Segundo Brunoni, cada vez mais se propõem sessões de manutenção:

— Faz as 15 diárias, depois duas vezes por semana por mais 10 ou 15 sessões, aí depois se vai reduzindo até cessar, em torno de seis a nove meses.

Acredita-se que o tratamento também possa ser indicado para gestantes, mas ainda se buscam mais evidências. Além disso, são pesquisadas mais aplicações na área psiquiátrica, como ação sobre outros sintomas de esquizofrenia, transtornos ansiosos e obsessivo-compulsivos e bipolaridade.

Também a área neurológica tem futuro promissor nas técnicas de estimulação, com possível ação em casos de síndromes dolorosas e recuperação pós acidente vascular cerebral (AVC).

Indicações e contraindicações da EMT

— É reservada para casos em que a medicação não deu certo ou quando ocorre metabolização rápida dos remédios.

— Estudos mostram que a técnica tem uma eficácia comparável aos remédios. Pelo menos 70% dos pacientes têm um bom resultado com sessões de EMT.

— Quase ausência de efeitos colaterais. Extremamente segura, não traz danos a órgãos colaterais, como fármacos podem causar.

— Pessoas com dispositivo eletrônico ou metálicos na cabeça, principalmente implante coclear (auditivos), não devem fazez as sessões. O campo magnético pode de alguma forma interferir no funcionamento do aparelho.

— O campo magnético chega a até 2cm de profundidade. Pacientes com implante dentário, assim como portadores de placas de titânio, podem fazer o tratamento sem contraindicação.

Estudo com ETCC em São Paulo

— A USP está selecionando pacientes, de 18 a 75 anos, de ambos sexos, com sintomas moderados de depressão, tomando ou não medicação, para participar de pesquisa sobre estimulação elétrica. Com 240 voluntários previstos, é o segundo maior estudo no mundo.

— Segundo o psiquiatra e pesquisador do assunto André Russowski Brunoni, se comprovada a eficácia, a ETCC pode se tornar uma forte indicação ao tratamento de depressão.

— O tratamento é feito apenas em São Paulo, mas podem se candidatar voluntários de todo o Brasil. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail pesquisa.depressao@gmail.com. 

Técnicas em pesquisa ou já praticadas

Os três métodos abaixo trabalham com a ideia de estimulação de áreas do cérebro. O uso clínico aprovado hoje no país é apenas para EMT e ECT, em casos de depressão: 

Eletroconvulsoterapia (ECT)

— A mais antiga das técnicas de estimulação em uso. Começou a ser aplicada entre os anos 1950 e 60.

— Mais invasiva do que as outras, requer anestesia e precisa ser feita em bloco cirúrgico. É a única das três que conduz convulsões no paciente, que podem gerar efeitos quase sempre passageiros.

— Usadas para casos mais graves e agudos, como ideias suicidas e psicoses.

— Paciente precisa ser acompanhado por alguém depois das sessões.

Estimulação magnética transcraniana (EMT)

— Técnica aprovada no Brasil em 2012. O paciente passa por uma avaliação anterior para determinar as indicações e a região que será estimulada ou inibida — depende da ação do neurotransmissor envolvido. 

— A região da cabeça onde a bobina eletromagnética será colocada é desenhada pelo médico em uma touca.

— A bobina vai gerar um campo magnético que induz uma descarga elétrica e libera neurotransmissores.

Estimulação por corrente contínua (ETCC)

— Eletrodos são posicionados na cabeça e, em vez de um campo magnético, como na EMT, geram uma corrente elétrica de intensidade bem mais baixa, mas com a mesma ideia das técnicas já em uso: diminuir ou ativar áreas do cérebro.

— O aparelho é portátil, do tamanho de um livro de mão pequeno, com custo em torno de R$ 2 mil.

— Técnica ainda está em estudo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e na Europa.

Matéria publicada no portal ZH Vida

Veja mais informações no site IPAN

Estimulação magnética é alternativa indolor para tratar a depressão

Iracema Barreto - Hoje em Dia
Neurohealth/Divulgação
A depressão é um mal que afeta a vida de 350 milhões de pessoas no mundo. Pode ser causada por estresse, distúrbios emocionais em decorrência de traumas como luto e divórcio, ou por fatores genéticos. No Brasil, já figura entre as quatro causas mais frequentes de afastamento do trabalho.

O tratamento mais conhecido – medicação para promover o reequilíbrio de certas substâncias químicas no cérebro – nem sempre é bem tolerado ou indicado para todos os pacientes, mas há uma terapia alternativa, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT).

Há dois níveis de eletroestimulação para combater a depressão. No caso da superficial, o procedimento não é cirúrgico, dispensa anestesia e necessidade de sedação. Um aparelho é colocado
sobre a cabeça do paciente. Dele, saem ondas magnéticas que atravessam o crânio e atingem as áreas
diretamente ligadas ao distúrbio –identificadas por exames prévios de imagem e avaliação médica.

A técnica é aplicada também em pacientes com transtorno bipolar, epilepsia e alucinações auditivas.

“Não é (procedimento) invasivo”, reforça a psiquiatra Mercedes Alves, da Stímulus Clínica de Estimulação Cerebral, que funciona no Hospital Lifecenter, em Belo Horizonte.

“O número de aplicações necessárias depende do problema e da resposta do paciente ao tratamento. Geralmente, essa resposta vem no período de três a cinco sessões”, explica a médica.

Outro método

Em alguns casos, a opção é a estimulação profunda, em que um eletrodo é implantado cirurgicamente    
no cérebro do paciente –também em área previamente identificada. Conectado por fios sob a pele a uma bateria colocada no tórax ou no ombro, como um marca-passo, o eletrodo gera uma corrente elétrica contínua para diminuir a incidência de movimentos involuntários do mal de Parkinson, sintomas de depressão profunda, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), dores crônicas e dependência química.

A técnica já é aplicada no Hospital das Clínicas e na Clínica de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo).

“Os equipamentos foram desenvolvidos para este fim (eletroestimu-lação). Estudos de bioengenharia e neurofisiologia permitiram determinar o tipo de estímulo e os materiais envolvidos para serem usados de maneira segura e eficiente no ser humano”, explica a médica Julieta Guevara, da Clínica

Neurohealth, no Rio de Janeiro.

“A bobina é especialmente desenhada para se adaptar à calota craniana e produzir um campo magnético alternante, que origina o pulso com penetração suficiente para modificar o circuito disfuncional”, detalha, frisando que não há efeitos colaterais.

Resultados

Os pacientes permanecem acordados, reclinados numa cadeira relaxante e podem interagir com o médico durante o procedimento, se for necessário.ogo após a sessão, podem retomar a rotina.

De acordo com Julieta Guevara, o sucesso do tratamento é medido pela redução ou desaparecimento
dos sintomas.

“O resultado aparece com as aplicações sucessivas, porque o efeito é acumulativo. Todas as indicações possuem um número de estímulos predeterminado estatisticamente, em que 95% dos indivíduos obtiveram resposta positiva”, comemora.

De acordo com os resultados, completa a médica, é possível reduzir ou retirar os psicofármacos do dia a dia dos pacientes, alguns deles indicados para este método justamente porque não podem usar antidepressivos “devido à intercorrências metabólicas” que incompatibilizam seu uso por causa dos efeitos colaterais.

Alguns planos de saúde cobrem o tratamento


O custo médio de cada sessão de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é R$ 600. Nem todos os planos de saúde cobrem os procedimentos, mas quem precisa pode ter acesso ao tratamento em centros de pesquisa, como Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) não soube informar se é verídica a informação de que a instituição já teria equipamento para aplicação das ondas eletromagnéticas, mas ainda sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso.

“Foi aprovado pela Comissão Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) em São Paulo o reembolso do custo pelos planos de saúde”, afirma a psiquiatra Julieta Guevara, da Clínica
Neurohealth, no Rio, sem esclarecer se a medida vale para todo o país.

“A Estimulação Transcraniana já é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e alguns planos de saúde cobrem, sim, esse procedimento”, reforça Guevara, especialista em eletroconvulsoterapia.

Ela acrescenta que o tratamento é altamente indicado para mulheres grávidas, idosos e pessoas que não respondem ao tratamento com drogas.

A psiquiatra Mercedes Alves, da Stímulus Clínica, no Lifecenter, em Belo Horizonte, lembra que fobias, anorexia e bulimia são “equivalentes depressivos”. Portanto, pacientes com esses distúrbios podem ser submetidos ao tratamento com ondas eletromagnética

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/ciência-e-tecnologia/estimulac-o-magnetica-e-alternativa-indolor-para-tratar-a-depress-o-1.234522



Monday, February 23, 2015

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)


Estimulação Magnética Transcraniana (EMT)
Reconhecida para tratamento de depressão pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2012, a técnica de estimulação magnética transcraniana (EMT) superficial consiste em aplicar ondas eletromagnéticas sobre o cérebro, com o objetivo de modular o funcionamento de regiões (determinadas por exames de neuroimageamento) que operam de forma alterada em pessoas com transtorno neuropsiquiátricos. No caso da depressão, os estímulos, produzidos a 3 centímetros de profundidade, são direcionados para o córtex dorsolateral pré – frontal esquerdo, região associada, entre outras funções, ao autocontrole e à resposta a situações estressantes, e hipoativa (com atividade abaixo do normal) em depressivos. As ondas eletromagnéticas aumentam o fluxo sanguíneo na área e, consequentemente, sua atividade cerebral.


“A área do cérebro a ser trabalhada é marcada numa touca e o médico direciona os estímulos para o local correto”, explica o psiquiatra Marco Marcolin, coordenador do Serviço de Estimulação Magnética Transcraniana do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). A EMT pode ajudar pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso, acelerar a resposta a ele ou mesmo ser uma alternativa para aqueles que não toleram os efeitos colaterais dos antidepressivos ou têm contraindicação a esses medicamentos.
Cada sessão dura aproximadamente 15 minutos (com intervalos entre as aplicações) e é indolor, pois o tratamento é não invasivo, isto é, não há nenhum tipo de corte nem é preciso anestesia. Os efeitos colaterais são poucos significativos, como vermelhidão na área de aplicação, zumbido e dores de cabeça. Um estudo observacional publicado em junho de 2012 na Depression and Anxiety, que acompanhou 307 pacientes com depressão grave que não estavam sendo tratados com antidepressivos, aponta que a EMT é eficaz para pacientes que não respondem aos medicamentos: as taxas de resposta foram de 58% e, de remissão, 37%.
Atualmente, em um estudo em andamento no IPQ-USP, os pesquisadores estão testando uma versão mais profunda de EMT, na qual os estímulos eletromagnéticos são aplicados com profundidade de 8 centímetros, e não de 3, como na EMT superficial. O Brasil é um dos poucos países no mundo que fazem a pesquisa, além de Estados Unidos, Israel, Canadá e Alemanha. Por precisar ainda de definição de limites de seu emprego e de critérios de segurança, a EMT profunda por enquanto é um tratamento apenas experimental.


Confira a matéria completa na Revista Mente e Cérebro - Grandes Temas

Mirar os neurônios certos


O desafio da estimulação com campos elétricos e magnéticos é atingir áreas cada vez mais específicas, para tratar o câncer cerebral e a depressão



Campos elétricos e magnéticos são capazes de influenciar e alterar a ação de células neurais. O problema é que geralmente afetam as células indiscriminadamente, inclusive as sadias. Agora, os pesquisadores estudam como atingir essas áreas mais precisamente para tratar o câncer cerebral e a depressão maior.


Em 2011, o Food and Drug Administration (FDA, órgão que cuida da regulação de drogas e alimentos nos Estados Unidos) aprovou uma touca portátil que dispara campos elétricos alternados de baixa intensidade para tratar tumores em adultos com glioblastoma multiforme recorrente, a forma mais comum e persistente de câncer no cérebro. Células cancerígenas que se dividem rapidamente têm forma e carga elétrica específicas, o que permite que os campos de força as destaquem. A destruição da máquina de copiar células tumorais poderia incitá-las ao suicídio. A tecnologia já está em fase de teste contra outros tipos de câncer, como o de pulmão e o meningioma (que atinge as membranas que recobrem e protegem o cérebro).


Outra técnica emergente procura atingir alvos específicos para tratar a depressão maior. Ainda em fase experimental, a terapia magnética convulsiva (TMC) cobre certas áreas do cérebro com intensos e fortes campos magnéticos alternados, o que provoca alterações químicas nos neurônios que os fazem disparar simultaneamente, induzindo a uma convulsão. O objetivo é o mesmo da terapia eletroconvulsiva (ECT), popularmente conhecida como terapia de choque. Por razões não esclarecidas, provocar atividade elétrica no córtex alivia sintomas do transtorno. No entanto, a ECT atinge uma faixa maior de tecido. Os espasmos cerebrais podem provocar perda de memória e outros efeitos colaterais negativos. Os pesquisadores esperam, num futuro próximo, substituir essa abordagem pela TMC localizada.


Revista Mente e Cérebro 


Novidades sobre a depressão


Novidades sobre a depressão  

 Alteração química cerebral pode ajudar a explicar por que pessoas deprimidas prestam mais atenção ao lado cinza dívida. O distúrbio também está relacionado a conexões neurais e à anatomia dos lobos cerebrais. Medicamentos são úteis, mas em casos moderados psicoterapia ainda é a saída mais eficiente.



 


Revista Mente e Cérebro 
De cérebro para cérebro 
Por Simon Markin e Tori Rodriguez, jornalistas



Falhas na conexão



Há casos em que a estimulação magnética transçraniana (TMS) pode ajudar a amenizar sintomas.


Pessoas que sofrem com a depressão mas são resistentes aos medicamentos podem encontrar alívio na tecnologia. Entretanto, os mecanismos que colaboram, com a melhora ainda não são totalmente claros. Um estudo finalizado há alguns meses sugere que a estimulação magnética transcraniana (TMS) é capaz de corrigir as conexões neurais.


Pesquisadores da Escola de Medicina Weil Cornell utilizaram a ressonância magnética funcional para escanear o cérebro de 17 pacientes com o transtorno afetivo e de 35 voluntários saudáveis orientados para procurar não focar a mente em nada específico. Estudos anteriores mostram que as regiões que permanecem ativas nesse estado de repouso, conhecidas pelos neurocientistas como rede neural em modo padrão, são hiperconectadas na depressão. Essas áreas regulam o foco interno, por isso os cientistas acreditam que o fluxo extra pode estar relacionado com a ruminação de pensamentos negativos, tão comum em pacientes com o distúrbio.


Num primeiro momento, os pesquisadores confirmaram a hiperconectividade dessas regiões nas pessoas com depressão. Depois, os pacientes receberam tratamento padrão com a TMS durante cinco semanas, antes de passarem por um novo exame de imagem cerebral.
Nem todos se beneficiaram com a técnica, mas os que mostraram avanços revelaram um padrão interesse: diminuição da alta conectividade neural. Os testes mostraram atividade cerebral similar à dos participantes saudáveis. Além disso, aqueles que inicialmente tinham ligações mais estreitas entre as regiões de estado de repouso eram mais propensos a responder à TMS - mais evidências que auxiliam a esclarecer como a técnica ajuda a tratar a depressão.


Os resultados sugerem como ajudar a personalizar o tratamento. Um paciente poderia passar por um rápido exame de ressonância magnética funcional, por exemplo, para verificar se o cérebro é hiperconectado. Caso não se enquadrasse no perfil, evitaria o tratamento caro e demorado da TMS. O neurocientista Marc Dudin, coautor do estudo, ressalta que identificar as alterações neurais com maior precisão ajuda a encontrar tratamento mais eficaz com maior rapidez.
(Nessa Bryce, jornalista)


Revista Mente e Cérebro 
De cérebro para cérebro 
Confira a matéria completa na Revista Mente e Cérebro, Ano XXI. N. 265