Friday, June 15, 2012

Não quebre meu casulo, estou me transformando”

Mudar é repensar o próprio processo de pensar, podendo gerar desconforto, insegurança e apreensão.
Podemos dizer que mudanças significam o momento de questionamento de velhas crenças, pesos inúteis que carregamos ao longo de nossa existência como sentimentos que nos incomodam. É aconselhável adotarmos e exercitarmos inovações que antes achávamos inconcebíveis.

Em todo processo de transformação existirá revisões mesmo que profundas que nos levará a serem vividas, é o descarte das coisas que não fazem mais sentido em nossas vidas, porém não é possível apagar o passado, pois ele faz parte de nossa estória, mas sim aprendermos a administrar as lembranças negativas dentro de um processo de mudança de valores e procurarmos entender que fizemos o nosso melhor e não nos culparmos e culpar o outro, pois hoje quando nos permitimos crescer interiormente levando-nos ao amadurecimento agiríamos diferente.

Mudar poderá gerar a princípio dor que nem sempre é ruim, pois pode significar o sinal de mudanças de valores, falsas crenças, preconceitos etc.
Assim como a lagarta precisa se transformar em borboleta para levantar vôos, espalhando pólen e multiplicando as flores.

Por que não deixarmos que isso aconteça conosco?

Márcia Novelli Fuchs de Oliveira
Psicóloga CRP-06/ 12528-0

Aprendendo a conviver em família”

Atualmente educar os filhos tem se transformado numa tarefa nada fácil, pois exige entre muitas coisas um misto de amor e energia com grande dose de paciência. Porém erros pedagógicos por parte dos pais ocorrem e um dos principais fatores atualmente é a falta de equilíbrio entre o autoritarismo e liberdade total.

Achamos que acompanhar o tempo é deixarmos os nossos filhos fazerem o que bem entenderem confundindo libertinagem de ação e pensamento por liberdade de diálogo. O fato é que no geral está ocorrendo na humanidade um afrouxamento talvez por estado de acomodação e cansaço existencial, acarretando um desestruturamento dos lares e conseqüentemente o individualismo.

Educar consiste acima de tudo em darmos exemplos através de nossas atitudes e valores éticos e morais. Como queremos combater em nossos filhos o comportamento agressivo se no cenário de nossos lares é o que predomina.

Procuremos sempre sermos pais presentes, participativos e nunca esquecermos o diálogo sabendo ouvir para podermos entender. É fato que não nascemos com diploma de pais e da mesma maneira que iremos educá-los também iremos aprender o importante é estarmos atentos para não cometermos os mesmos erros.

O nosso reduto doméstico não deverá ser adornado apenas com as belezas exteriores, mas acima de tudo com o amor e o respeito uns pelos outros como imperativo na convivência familiar.

Márcia Novelli Fuchs de Oliveira
Psicóloga CRP- 06/12528-0

Monday, June 4, 2012

DIGA “NÃO” AO BULLYING

Palavra inglesa bully cujo significado é valentão, brigão,em português é compreendida como ameaça, humilhação, tirania, opressão... Ao contrário do que se pensa, o bullying não ocorre apenas em escolas, mas também nos ambientes de trabalho, clubes, redes sociais (internet), celulares, enfim, onde houver discriminação, apelidos pejorativos, atitudes opressoras, assédios morais, perseguições com caráter intimidatório, podemos considerar que está ocorrendo o bullying.

O indivíduo passa a ter dificuldades de relacionamento social, fobias, tristeza, depressão e/ou atos violentos. ​No caso dos nossos filhos é fundamental ficarmos atentos aos seguintes comportamentos, pois na maior parte dos casos, eles não comentam por medo das ameaças sofridas pelos agressores:   • Baixo rendimento escolar; •
Solicitação para mudar de sala de aula ou até de instituição de ensino; •
Somatizações, como: enurese, diarréia, vômitos (principalmente quando se aproxima o horário de ir à escola); pesadelos; tristeza; isolamento; fobias; depressão.

No entanto, podemos evitar que ocorra o bullying através de um trabalho de conscientização entre sociedade, família e escola, porém não podemos obter bons resultados se não procurarmos combater a causa, sendo que uma delas encontra-se numa educação onde os filhos tiveram como modelo pais cujo exemplo deixado foi de agressão, falta de diálogo, omissão, desrespeito, opressão e até comparações descabíveis entre irmãos. Sem dizer os que sofreram violência em família ou presenciaram tais atos.. Educar consiste acima de tudo no respeito que devemos ter ao nosso semelhante independente da idade, sem dizer o respeito ao planeta que vivemos e os que nele habitam. Culpar os outros é uma atitude de querermos nos livrar de nossas responsabilidades e deveres, pois o processo de transformação inicia-se no nosso auto-conhecimento.

Na proporção que mudamos nossas atitudes por ações apaziguadoras e positivas perante uma sociedade onde, cada vez mais a violência faz-se presente e onde o conceito de vencedor ainda baseia-se no “poder” e não no “ser” estaremos fortemente cooperando uns com os outros, não só competindo. Amar-nos é a forma como tratamos a nós próprios e a relação que estabelecemos com o nosso mundo íntimo, a partir daí, é uma questão de nos colocarmos no lugar do outro para nos perguntarmos : É assim que gostaríamos de ser tratados?

Márcia Novelli Fuchs de Oliveira Psicóloga CRP -06 /12528

CFM reconhece a Estimulação Magnética Transcraniana como ato médico

Resolução do Conselho Federal de Medicina afirma que o uso da EMTr é exclusivo para médicos Nesta terça-feira (02/05), o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução que afirma que o uso da Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) deve ser feito exclusivamente por médicos.

Embora a literatura médica, e o registro na ANVISA, já autorizassem o médico a fazer uso clínico do método desde 2008, a publicação da resolução do CFM é um marco importante no reconhecimento do papel das técnicas de neuromodulação no tratamento da depressão e esquizofrenia.

Com a definição da resolução, fica claro que a aplicação das sessões de EMTr devem ser realizadas somente por médicos, alertando a população para clínicas que não seguem essa diretriz e realizam as aplicações com profissionais da saúde, como psicólogos ou fisioterapeutas.

No IPAN, desde seu nascimento, somente os médicos psiquiatras, especializados na técnica com cursos no Brasil e exterior, aplicam as sessões de EMTr nos pacientes. Mais de cem clínicas em todo o mundo já oferecem, com eficácia comprovada, o tratamento de Estimulação Magnética Transcraniana, muitas delas, focadas na melhora dos quadros de depressão e esquizofrenia.

A plenária do CFM aprovou o uso da EMTr, exclusivo para médicos, nas seguintes situações: Depressão Unipolar;
Depressão Bipolar;
Esquizofrenia (nas alucinações auditivas).
Planejamento de neurocirurgia.

Confira abaixo a notícia publicada na folha UOL sobre este assunto,

Equipe IPAN


O estigma da Eletroconvulsoterapia -ECT

Dr. Moacyr Rosa é entrevistado pelo jornal paranaense "Folha de Londrina".

A entrevista é sobre o estigma da Eletroconvulsoterapia - ECT.


(M.T.) Fonte: FOLHA DE LONDRINA, domingo, 11 de março de 2012, Reportagem 9.

Qual o limite entre normal e doentio! Depressão e transtorno bipolar, quando é a hora de tratar?

Qual o limite entre normal e doentio!

Depressão e transtorno bipolar, quando é a hora de tratar? Tristeza não é depressão.

Um debate acirrado tem sido travado entre filósofos, sociógolos e os “psis” (psiquiatras, psicólogos, psicopedagogos, psicanalistas, psicoterapeutas etc) sobre os limites do que se pode considerar “normal” e que comportamento passa a ser considerado “anormal”, “diferente”, “exagerado”, “descontrolado” ou “doentio”.

Uma pressão subliminar com prováveis interesses financeiros tende a forçar uma expansão do que se deve considerar “doentio” para que seja “tratado” com remédios. A “pílula da felicidade” já rendeu e continua rendendo fortunas. Publicações científicas mal interpretadas questionam a eficácia destas medicações, pois não parecem superiores ao chamado “placebo” (comprimido sem o princípio ativo).

 No entanto, olhos mais sagazes percebem que as medicações são melhores que o placebo para depressões mais graves (que estariam no nível “doentio”) e mais parecidas com o placebo nas depressões leves (mais próximas do que chamaríamos tristeza “normal”). Ninguém sabe realmente o limiar entre normal e o doentio.

Provavelmente existem casos que são “limítrofes” e vão ficar sem uma resposta clara sobre o que é melhor fazer para eles. As classificações existem para facilitar o entendimento do que está acontecendo. Elas oferecem uma base de comparação com quadros semelhantes que ocorreram com outras pessoas e como elas evoluíram.

Ajudam a decidir sobre utilizar diferentes abordagens terapêuticas, desde nenhuma, até uma psicoterapia (tratamento através do diálogo), chegando por vezes às medicações ou outras intervenções mais invasivas. O importante é ter claro que as classificações são sempre arbitrárias e tendem à generalização. Os casos individuais vão ser sempre únicos e irrepetíveis.

Tomemos, por exemplo, o transtorno bipolar. Há uma tendência atual a chamar todas as pessoas que têm variações no humor de bipolares. Há uns 40 anos atrás, poucos dos bipolares atuais se encaixariam no que se chamava então “psicose maníaco-depressiva”. Era necessário que houvesse variações mais intensas entre depressão e mania (exaltação exagerada e descontrolada). Existe a tristeza. Não é o mesmo que o transtorno que chamamos de depressão. Tristeza é normal. Todos têm. Quem nunca fica triste, provavelmente tem algum problema sério. Reagir à tristeza é parte da vida e nos faz amadurecer.

Por outro lado, tristeza é um dos sintomas da depressão. Mas existem outros, como perda do apetite, perda da iniciativa, perda do interesse sexual, incapacidade para trabalhar, desejo de morrer, etc. Para que seja depressão é necessário que haja mais do que somente a tristeza e esta tem que ser prolongada o suficiente para que se conclua que a pessoa não consegue reagir sozinha. Como disse antes, muitas vezes é difícil saber o ponto de inflexão. Para isso servem os profissionais de saúde, neste caso os psicólogos e os psiquiatras. Os primeiros são mais especializados em abordar as questões através do diálogo e os segundos são médicos que utilizam além do diálogo, outros tratamentos como as medicações.

 Importante ter claro que depressão não é falta de caráter, nem falta de religiosidade. É uma doença que pode atingir qualquer um. Ela não respeita idade, nem sexo, nem religião, nem nada. Ninguém está livre, apesar de alguns terem uma tendência familiar mais intensa. Existe a alegria. Também é parte integrante de uma vida normal. Quem nunca fica alegre tem algo de errado.

 A vida consiste em fases mais alegres e fases mais tristes, intercaladas por períodos sem muita polarização. Fazendo um paralelo com o que foi dito sobre a depressão, existe uma alegria exagerada e descontrolada a que chamamos de hipomania e que pode chegar a um descontrole intenso, com perda da noção da realizade a que chamamos de “mania”. Pessoas que têm episódios de depressão intercalados com episódios de hipomania e mania são classificados como tendo o transtorno bipolar do humor. Medicações específicas para este transtorno exitem, como o lítio, por exemplo, e têm comprovada eficácia no tratamento e na prevenção destes episódios. O consultório de um(a) psicólogo(a) pode ajudar a enfrentar tristezas mais intensas que ainda não passaram a ser uma depressão, mas já saíram do ponto em que se resolve sozinho.

 Quando se conclui que o entendimento da situação e da causa não é suficiente para que a tristeza desapareça; quando esta passa a ser acompanhada de outros sintomas; ou quando se prolonga por muito tempo, um psiquiatra pode ajudar a avaliar a necessidade de se combinar um remédio. Quadros bipolares são, quase sempre, de responsabilidade dos psiquiatras e os psicólogos podem auxiliar os pacientes que sofrem deste transtorno a entenderem melhor o que acontece com eles e a lidar melhor com isso.



Dr. Moacyr Alexandro Rosa Diretor do IPAN
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