Wednesday, June 20, 2018

Vício em jogos pode indicar transtorno de saúde mental, alerta OMS!



Segundo especialistas, a grande maioria dos jogadores compulsivos apresenta problemas subjacentes, como depressão, autismo e transtorno bipolar

Na segunda-feira, o Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, através da última revisão do manual de classificação de doenças, que a compulsão por jogos virtuais já pode ser qualificada como uma condição de saúde mental. Segundo a entidade, a nova classificação pode ajudar os governos, familiares e profissionais de saúde a se manterem vigilantes e mais preparados para identificar os sinais do problema.

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A agência aceitou a proposta de classificar o vício em jogo como transtorno de saúde mental com base em evidências científicas, assim como na crescente necessidade e demanda por tratamentos em muitos países. Na Inglaterra, por exemplo, já existe uma clínica de reabilitação para tratar crianças e jovens com vício em internet e videogames, mas ainda é uma das primeiras do gênero no mundo.

Preocupação familiar

Apoiados por especialistas, a OMS apontou que os casos ainda são raros: cerca de 3% de todos os jogadores “considerados afetados pelo vício” são portadores do transtorno. Apesar disso, existe uma preocupação com o risco de estigmatização de alguns jogadores que, apesar de jogarem com frequência, não são clinicamente ‘viciados’.
Além disso, Joan Harvey, porta-voz da Sociedade Britânica de Psicologia, no Reino Unido, alerta que a a nova designação pode inquietar os pais desnecessariamente. “As pessoas precisam entender que isso não significa que toda criança que passa horas em seu quarto jogando é um viciado, caso contrário, os médicos serão inundados com pedidos de ajuda”, disse a revista Time.
Ainda assim, a atitude da OMS recebeu muito apoio uma vez que as pessoas mais afetadas são crianças, adolescentes e jovens que não costumam buscar ajuda por conta própria. Segundo Henrietta Bowden-Jones, porta-voz do departamento de vícios comportamentais do Royal College of Psychiatrists, no Reino Unido, os vícios em jogos costumam ser melhor tratados com terapias psicológicas, mas alguns casos podem necessitar de remédios para um tratamento mais eficiente.

Necessidade de mais estudos

Apesar da decisão da OMS, outras entidades, como a Associação Americana de Psiquiatria, nos Estados Unidos, ainda não consideraram o distúrbio do jogo como um novo problema de saúde mental; entre os motivos está a necessidade de mais pesquisas e testes clínicos que justifiquem a classificação. Além disso, a entidade americana observou que grande parte da literatura científica sobre jogadores compulsivos é baseada em evidências de homens jovens da Ásia.
Ainda assim, a associação não contradiz os resultados das pesquisas publicadas até agora. “Os estudos sugerem que, quando esses indivíduos estão envolvidos em jogos na Internet, certos caminhos em seus cérebros são acionados da mesma maneira direta e intensa que o cérebro de um viciado em drogas é afetado por uma determinada substância. O jogo estimula uma resposta neurológica que influencia sentimentos de prazer e recompensa, e o resultado, ao extremo, se manifesta como comportamento aditivo”, disse em nota publicada em 2013.

O problema ainda é raro

De acordo com Mark Griffiths, que pesquisa o conceito de transtorno de jogo há 30 anos, a nova classificação pode ajudar a legitimar o problema e fortalecer as estratégias de tratamento. Ele afirma que o número de jogadores viciados é muito menor que 1% e a maioria deles provavelmente vão apresentar outros problemas subjacentes, como depressão, transtorno bipolar ou autismo.
Griffiths disse ainda que para a maioria das pessoas, os jogos estão relacionados a entretenimento e novidades, como foi o caso do jogo ‘Pokemon Go’, que durante o lançamento foi uma febre entre a população mundial, mas hoje já não é tão jogado.
Apesar das baixas estimativas do pesquisador, a OMS estima que 2% a 3% dos jogadores podem apresentar o distúrbio, alertando para os principais sinais da existência do vício. “Se os videogames estão interferindo nas funções esperadas da pessoa – sejam estudos, socialização ou trabalho -, então você precisa ser cauteloso e talvez buscar ajuda”, disse Shekhar Saxena, diretor do departamento de saúde mental e abuso de substâncias da OMS.

Artigo publicado na Revista Veja!

Thursday, May 3, 2018

Blog do iPAN!

Para quem ainda não acompanha, o blog do IPAN está repleto de notícias interessantes. Estamos sempre atualizando com novidades nos tratamentos psiquiátricos, matérias relevantes que saem na mídia e dicas de saúde tanto de autoria dos próprios profissionais do IPAN quanto de outras mídias.

Confira!

Wednesday, April 25, 2018

IPAN na mídia!

O IPAN valoriza a disseminação de informações e conhecimento dos transtornos psiquiátricos por meio da imprensa. Por isso, nossos profissionais participam de matérias e entrevistas que envolvam os transtornos psiquiátricos e os avanços em seus tratamentos.
Confira as participações do IPAN:
https://bit.ly/2ooXbZK

Monday, March 12, 2018

Revolução contra a depressão


Usada originalmente como anestésico, a ketamina trata os sintomas mais graves em duas horas. É considerada o maior avanço contra a doença desde o Prozac

Crédito: ljubaphoto
Cilene Pereira

Saiba mais sobre o tratamento com Ketamina do IPAN!

Um anestésico usado desde a década de 1960 é a grande aposta da medicina no tratamento da depressão. Na maior parte dos estudos realizados até agora, a ketamina tirou os pacientes de crises graves com rapidez impressionante. A última das pesquisas, feita sob o comando do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos Estados UNidos, revelou que em apenas duas horas a droga reduz sinais graves, como ideias suicidas, e atinge o pico em 24 horas. As medicações tradicionais demoram em média quinze dias para sutir efeito. Por isso, a Ketamina é considerada a maior revolução contra a enfermidade desde o Prozac, lançado em 1986.
Por enquanto, o remédio, que existe nas versões oral, intravenosa, nasal e subcutânea, não foi liberado para uso como antidepressivo por agências regulatórias, incluindo a brasileira. Essa indicação é considerada off-label (fora da indicação original). No entanto, uma de suas derivações, a esketamina, já recebeu, nos EUA, o status de “breakthrough therapy” para uso em indivíduos com risco iminente de suicídio. A classificação significa que, nesses casos, a droga pode ser oficialmente indicada.”Queremos regulamentar seu uso”, escreveu Carlos Zarate, coordenador do levantamento do NIH. “Ela é uma mudança de paradigma.” Nesse momento, a droga é estudada em centros do mundo todo, como no Warneford Hospital, na Inglaterra, onde mais de 40% dos participantes melhoraram de forma significativa. No Brasil, uma das instituições a pesquisá-la é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados observados são bem animadores. “É uma grande mudança”, afirma o psiquiatra José Alberto del Porto, professor da Unifesp. “Não tínhamos nada parecido.”
Alguns médicos, tanto aqui quanto em outros países, também estão receitando o remédio mesmo fora dos estudos clínicos. Desde que haja supervisão médica rigorosa, não há problemas nisso. Há, porém, questões a serem esclarecidas. Entre elas, os efeitos da utilização da ketamina a longo prazo e o risco de dependência que isso pode trazer.

Fonte: Revista ISTOÉ

Equipe IPAN!

O compromisso da equipe IPAN é oferecer o melhor tratamento aos seus pacientes, para que eles e seus familiares vençam as dificuldades impostas pelas doenças.
Para isso, contamos com uma equipe de médicos psiquiatras altamente qualificados e premiados com extensa experiência no Brasil (USP, UNIFESP e Santa Casa de São Paulo) e no exterior (Universidades de Harvard, Columbia e Duke).
http://bit.ly/2nVrJnz

Wednesday, February 21, 2018

Transtornos psiquiátricos

O IPAN, além de especialista no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos,
se preocupa muito com a conscientização da população sobre os mesmos.
Com isso, estamos sempre preparando conteúdo atualizado sobre diversos transtornos abordando sintomas, diagnóstico e tratamentos.

Saiba mais aqui!

Friday, February 16, 2018

Estresse

Sintomas | Tipos de Estresse | Dicas

Modernidade: como fazer para não ir do estresse ao esgotamento total.

É quase impossível dissociar a vida que levamos hoje de um certo grau de estresse, maior ou menor, motivado por causas distintas: engarrafamentos, violência urbana, excesso de compromissos, fadiga por correr contra o relógio. Por outro lado, mudar de casa, de emprego, de escola, casar-se, ter um filho ou mesmo terminar um relacionamento podem ser deflagradores de estresse, causando medo, desconforto, preocupação, irritação, frustração, indignação e nervosismo.

Sintomas

Dentre os sintomas associados ao estresse, alguns são muito característicos, como ritmo cardíaco acelerado ou batimentos fora de controle, respiração ofegante, sudorese, tremores, tontura, assim como intestino solto, necessidade frequente de urinar, boca seca e problemas para engolir alimentos.
Em certo grau, nosso corpo está preparado para lidar com situações de estresse e até mesmo alguns sintomas acabam sendo positivos, como, por exemplo, quando o coração bate mais para chegar mais sangue aos músculos e aumentar nossa força para a fuga. O problema é quando o estresse se torna excessivo e contínuo. Daí, pode causar aumento excessivo da pressão arterial e até problemas cardíacos.
Os sintomas físicos e emocionais também são muito característicos e compreendem: Exaustão emocional – fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais; Distanciamento emocional e indiferença e Diminuição da realização pessoal – falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Tipos de Estresse

Há um tipo de estresse, muito comum nos dias de hoje, causado por estresse crônico ocupacional, com sintomas físicos e emocionais que envolvem, principalmente, atividades ligadas ao trabalho. Trata-se da síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional. Suas principais características são estado de tensão emocional e estresse crônicos, que se manifestam especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
A síndrome está associada ao estresse, mas também a fatores divididos em duas categorias: Organizacionais – jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização, e Pessoais – ansiedade; idealismo, empolgação (quanto mais envolvido no trabalho, mais dedicação e, consequentemente, maior a decepção também).
Em geral, é difícil para quem sofre admitir que necessita de ajuda, principalmente por julgar que essa atitude levaria a um certo fracasso diante dos desafios profissionais. No entanto, não dá para ignorar os sinais citados acima, além dos sinais do corpo, como dores de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Forçar a capacidade do corpo e mente pode resultar em consequências gravíssimas.
É igual atividade física, se não damos descanso para os músculos podemos ter problemas. Com o trabalho é a mesma coisa. É preciso dar descanso para a mente, até para aumentar a nossa capacidade de trabalho.

Dicas

Se você está sob estresse excessivo e contínuo no trabalho, fique atento a essas dicas:
_Procure identificar o que mais incomoda e tente tratar a origem do problema, identificando os agentes estressores, mapeando as situações e fazendo pequenos ajustes em seu dia a dia, mas que farão grande diferença.
_Converse com seu chefe e com seus colegas.
_Aponte os problemas antes que fiquem insuportáveis.
_Procure tratamento médico e psicológico. Se quiser agendar uma consulta aqui no IPAN, podemos auxiliar no processo e apontar caminhos para vencer o problema.
_E, principalmente, se possível, dê um tempo para você. Saia em férias ou tire uma licença. E quando voltar, volte com calma ou em outra função.
Não permita que o estresse contínuo tome conta de você ou de pessoas que são próximas e raras. Ao sinal de sintomas de estresse excessivo, sendo síndrome de Burnout ou não, procure-nos e vamos juntos trabalhar para manter esses níveis em graus aceitáveis e saudáveis.