Friday, October 16, 2015

Cientistas encontram mutações genéticas que causam depressão

São Paulo – Pela primeira vez, pesquisadores identificaram duas variantes genéticas que podem fazer com que um ser humano desenvolva um quadro de depressão, segundo estudo publicado na edição desta quarta-feira (16) da revista científica Nature.

A descoberta pode ajudar cientistas a entender melhor a biologia da depressão, além de definir os alvos genéticos que medicamentos podem atingir no futuro.

Apesar de 350 milhões de pessoas no mundo todo sofrerem de depressão, os pesquisadores tinham muita dificuldade para encontrar os marcadores genéticos que poderiam ser ligados à doença.
Descobrir uma eventual conexão genética da depressão pode ser a chave para a criação de remédios mais eficazes no combate da doença.

No estudo, os pesquisadores sequenciaram os genomas de 5 mil mulheres chinesas que apresentavam sintomas recorrentes da doença.

Isso permitiu com que os cientistas identificassem duas variantes genéticas, versões de genes presentes no cromossomo 10, relacionadas à doença.

Apesar da descoberta, essas duas variantes não são a única causa da depressão.
Na verdade, elas são responsáveis por menos de 1% das chances de uma pessoa desenvolver os sintomas da doença. Mas, para a ciência, o número é bastante significante.

Além disso, essa é a primeira vez que um estudo consegue provar que variações no DNA de um ser humano podem ser o gatilho para que alguém tenha um quadro depressivo.

“Estamos no começo de um caminho que pode levar ao esclarecimento da biologia da depressão, abrindo possibilidades de tratamento que até agora eram consideradas impossíveis”, afirma Kenneth Kendler, psiquiatra e geneticista da Universidade Virginia Commonweath e um dos autores do estudo.

Gabriel Garcia, de INFO Online
Revista Exame. Exame.com

Cientistas descobrem remédio que “cura” depressão em um dia




Cientistas descobrem remédio que “cura” depressão em um dia
São Paulo – A depressão é uma doença psiquiátrica muito complexa, que se caracteriza pela perda de prazer nas atividades diárias, apatia, alterações cognitivas e de apetite, entre outros.
Por ser diferente da tristeza comum que a maioria das pessoas sente em algum momento da vida, ela ainda é um mistério para a medicina – já que pode acometer qualquer pessoa em qualquer período da vida.

Para tentar ajudar no tratamento da patologia, que ainda não tem cura, cientistas acabam de descobrir um medicamento que pode melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.
A maioria das medicações usadas no tratamento da depressão atualmente ajuda a equilibrar o nível de serotonina no cérebro – neurotransmissor responsável pelo humor e que, normalmente, nessas pessoas, acaba sendo “mal distribuído” pelo cérebro.

O maior problema é que esses remédios podem demorar até oito semanas para fazer efeito e os pacientes podem sofrer diversos efeitos colaterais até seus organismos se acostumarem com eles.
O novo medicamento tem como foco outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico (mais conhecido pela sigla em inglês GABA), responsável pela regulação da excitabilidade neuronal ao longo do sistema nervoso.

Os testes feitos em ratos mostraram que a medicação foi capaz de melhorar os sintomas da depressão em apenas 24 horas.

“Temos provas de que estes compostos podem aliviar os sintomas devastadores da depressão em menos de um dia, e de uma forma que limita algumas das principais fraquezas das abordagens atuais”, disse Scott Thompson, presidente do Departamento de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.

Os testes com ratos mostraram que os compostos aumentaram rapidamente a força de comunicação excitatória em regiões que estavam enfraquecidas pelo estresse e que se acredita serem enfraquecidas pela depressão humana.

Já em ratos que não estavam estressados, a medicação não mostrou efeito algum. Com isso, os pesquisadores acreditam que ela não terá efeitos colaterais em humanos.

Segundo Thompson, o medicamento agora precisa mostrar sua eficácia em humanos para poder, um dia, chegar ao mercado. “Agora, será tremendamente empolgante descobrir se eles produzem efeitos semelhantes em pacientes deprimidos.

Se estes compostos puderem rapidamente fornecer alívio dos sintomas da depressão humana, tais como pensamentos suicidas, eles têm capacidade para revolucionar a forma como os pacientes são tratados”, disse ele.

Karin Carneti, da INFO.
Revista Exame – Exame.com