Apresento alguns textos informativos sobre transtornos psiquiátricos. Esses textos tem caráter meramente de conscientização e informação. Sua leitura não substitui a consulta, o diagnóstico e o aconselhamento de um médico.
Para quem ainda não acompanha, o blog do IPAN está repleto de notícias
interessantes. Estamos sempre atualizando com novidades nos tratamentos
psiquiátricos, matérias relevantes que saem na mídia e dicas de saúde
tanto de autoria dos próprios profissionais do IPAN quanto de outras
mídias.
O IPAN valoriza a disseminação de informações e conhecimento dos
transtornos psiquiátricos por meio da imprensa. Por isso, nossos
profissionais participam de matérias e entrevistas que envolvam os
transtornos psiquiátricos.
Confira as participações do IPAN: https://bit.ly/2ooXbZK
Quando hábitos do dia a dia, quaisquer que sejam, deixam de ser
saudáveis e passam a ser uma obrigação, ocupando grande parte do
pensamento e dos afazeres diários, tornando-se praticamente uma obsessão
ou compulsão, cuidado: pode ser um sinal de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
O transtorno é complexo, nele está presente a ansiedade e as
alterações do pensamento e do comportamento. Suas características
principais são os pensamentos repetitivos e intrusivos (obsessões), e as
ações que devem ser realizadas por mais ilógicas que pareçam para o
paciente (compulsões). Os sintomas não necessariamente apresentam-se
juntamente, pode haver predomínio das obsessões ou das compulsões.
Em geral, as obsessões ou ruminações obsessivas são
pensamentos com conteúdo ilógico, dos quais o paciente não consegue se
livrar. Os exemplos mais comuns são os ligados a dúvidas, como: “fechei a
porta?”, “desliguei o gás?”, sendo que os conteúdos podem ser
variáveis. Já as compulsões caracterizam-se por ações,
como: checar inúmeras vezes se a porta está ou não fechada, ou repetir
várias vezes o ato de lavar as mãos. As ações, em geral, são
direcionadas pelas obsessões.
O tratamento é conduzido com medicamentos (principalmente antidepressivos e
ansiolíticos, sendo que, por vezes, pode indicar também antipsicóticos).
Outro suporte importante é a psicoterapia focada em
técnicas comportamentais, que tendem a ser as mais eficazes.
É comum passar por momentos de medo e traumas, mas nas pessoas que sofrem de Transtorno do Estresse Pós-traumático
o pavor ganha uma dimensão descomunal. Isso porque a doença se
caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e
emocionais, que se manifestam após o indivíduo vivenciar ou testemunhar
atos violentos ou situações traumáticas que representaram ameaça à sua
própria vida ou de outros.
Nos episódios do transtorno há a lembrança da situação traumática,
que não se restringe ao nível cognitivo, mas engloba o nível emocional e
o paciente pode sentir novamente o medo que sentiu. Os ataques são
frequentes à noite e podem estar associados a sintomas depressivos.
Essa recordação, conhecida também como revivescência, desencadeia uma
série de alterações neurofisiológicas e mentais, por isso o transtorno é
uma condição complexa e, muitas vezes, incompreendida. Alguns grupos,
como os combatentes de guerra, por exemplo, são muito pesquisados, assim
como pessoas expostas a medo excessivo: vítimas de violência, de
calamidades naturais ou que estiveram expostas a situações de risco,
como sequestros.
Pelo Dicionário da Língua Portuguesa, “fobia” é sinônimo de medo,
aversão, repugnância, terror. Para nós, psiquiatras, Fobia é um medo
excessivo e desproporcional ligado a um determinado fator, ou seja, uma
reação fóbica é uma liberação aguda de medo em relação a um fator
desencadeante, que pode ser, por exemplo:
medo de avião;
medo de algum tipo de animal;
medo de algumas situações, como falar em público ou dirigir;
medo de água, entre outros.Existem dois tipos de Fobia: a Fobia Social e a Simples.
Na Fobia Social o paciente tem medo de situações em
que há a necessidade de se relacionar com outras pessoas, principalmente
pessoas estranhas. Ir a festas ou assinar cheques em público, por
exemplo, podem ser situações desencadeantes de sintomas ansiosos
internos. Nesses casos, o convívio social costuma ser evitado, causando
prejuízos à vida social de quem sofre com a doença.
Nas Fobias Simples os medos estão associados a
objetos ou situações específicas. Algumas fobias se aproximam a medos
fisiológicos (cobras e ratos), outras tendem a ser mais desproporcionais
ao risco (medo de barata, por exemplo). Existem fobias a situações
como, por exemplo, utilizar elevadores (claustrofobia, que inclui
lugares fechados em geral), alturas elevadas (aerofobia), e muitas
outras.
O principal tratamento para Fobia é a abordagem
comportamental, aliada ao uso de medicamentos ansiolíticos (calmantes),
antidepressivos e betabloqueadores, quando necessário. As técnicas de
dessensibilização, que podem ser mentais ou reais, são muito utilizadas.
O método consiste em fazer a exposição progressiva ao fator fóbico, a
fim de que o paciente possa enfrentar seus medos e, gradativamente, até
superá-los (em treinamentos para falar em público, por exemplo, esse
princípio é utilizado).
Dr.
Moacyr Rosa, psiquiatra e diretor do IPAN, irá falar sobre a tragédia
que ocorreu em Goiânia do aluno que tirou a vida de dois colegas de
escola e deixou mais 4 feridos. Assista hoje no Domingo Espetacular.
Dr. Moacyr Rosa, diretor do IPAN, ministra palestra no XXXV
Congresso Brasileiro de Psiquiatria – CBP. A Palestra fala sobre o uso
da eletroconvulsoterapia (ECT) e lítio!
Antigamente, a combinação de Lítio e ECT era considerada
controversa pela suspeita de que esta associação pudesse causar efeitos
colaterais raros. Hoje em dia, cada vez mais estudos científicos apontam
que esta é uma combinação segura e muito eficaz para otimizar o
tratamento e, também, para prevenir recaídas.
Confira a programação:
Quinta-Feira, 26 de outubro
Transamérica Expo Center – São Pa
17h às 19h – Auditório 1 – Hall F e G – Térreo
Área Temática: Neuromodulação
Atividade Especial – ECT
Tema: ECT e prescrição medicamentosa concomitante
Coordenador: Andre Duailibi (MT)
Subtemas e Relatores:
• Antipsicóticos e ECT – O que esperar desse encontro? –
Mercedes Jurema Alves (MG)
• ECT e lítio: Adversários, competidores ou aliados – Moacyr
Rosa (SP)
• ECT e antidepressivos – Bons amigos – Paulo Belmonte de
Abreu (RS)
• ECT e prescrição medicamentosa concomitante – Alfredo Minervino (PB)