Monday, February 23, 2015

Novidades sobre a depressão


Novidades sobre a depressão  

 Alteração química cerebral pode ajudar a explicar por que pessoas deprimidas prestam mais atenção ao lado cinza dívida. O distúrbio também está relacionado a conexões neurais e à anatomia dos lobos cerebrais. Medicamentos são úteis, mas em casos moderados psicoterapia ainda é a saída mais eficiente.



 


Revista Mente e Cérebro 
De cérebro para cérebro 
Por Simon Markin e Tori Rodriguez, jornalistas



Falhas na conexão



Há casos em que a estimulação magnética transçraniana (TMS) pode ajudar a amenizar sintomas.


Pessoas que sofrem com a depressão mas são resistentes aos medicamentos podem encontrar alívio na tecnologia. Entretanto, os mecanismos que colaboram, com a melhora ainda não são totalmente claros. Um estudo finalizado há alguns meses sugere que a estimulação magnética transcraniana (TMS) é capaz de corrigir as conexões neurais.


Pesquisadores da Escola de Medicina Weil Cornell utilizaram a ressonância magnética funcional para escanear o cérebro de 17 pacientes com o transtorno afetivo e de 35 voluntários saudáveis orientados para procurar não focar a mente em nada específico. Estudos anteriores mostram que as regiões que permanecem ativas nesse estado de repouso, conhecidas pelos neurocientistas como rede neural em modo padrão, são hiperconectadas na depressão. Essas áreas regulam o foco interno, por isso os cientistas acreditam que o fluxo extra pode estar relacionado com a ruminação de pensamentos negativos, tão comum em pacientes com o distúrbio.


Num primeiro momento, os pesquisadores confirmaram a hiperconectividade dessas regiões nas pessoas com depressão. Depois, os pacientes receberam tratamento padrão com a TMS durante cinco semanas, antes de passarem por um novo exame de imagem cerebral.
Nem todos se beneficiaram com a técnica, mas os que mostraram avanços revelaram um padrão interesse: diminuição da alta conectividade neural. Os testes mostraram atividade cerebral similar à dos participantes saudáveis. Além disso, aqueles que inicialmente tinham ligações mais estreitas entre as regiões de estado de repouso eram mais propensos a responder à TMS - mais evidências que auxiliam a esclarecer como a técnica ajuda a tratar a depressão.


Os resultados sugerem como ajudar a personalizar o tratamento. Um paciente poderia passar por um rápido exame de ressonância magnética funcional, por exemplo, para verificar se o cérebro é hiperconectado. Caso não se enquadrasse no perfil, evitaria o tratamento caro e demorado da TMS. O neurocientista Marc Dudin, coautor do estudo, ressalta que identificar as alterações neurais com maior precisão ajuda a encontrar tratamento mais eficaz com maior rapidez.
(Nessa Bryce, jornalista)


Revista Mente e Cérebro 
De cérebro para cérebro 
Confira a matéria completa na Revista Mente e Cérebro, Ano XXI. N. 265

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