Monday, October 15, 2012

Luciana Vendramini conta relatos da vida pessoal com o tratamento para TOC, e fecha com chave de ouro o XXX CBP


A atriz e modelo Luciana Vendramini fechou com chave de ouro o XXX CBP. Ela, que descobriu ter Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) há 15 anos, fez questão de vir de São Paulo para Natal/RN, para falar sobre as dificuldades que passou com a descoberta da doença e a importância do tratamento.
Em bate-papo descontraído com o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, e participação dos congressistas com perguntas diversas sobre a experiência negativa, Luciana lembrou a infância que, com as responsabilidades prematuras, a fez ter fixação por perfeições comportamentais. “Comecei minha carreira com 13 anos e aos 14 dava aulas de ballet clássico. Com 15 já estava no programa da apresentadora Xuxa Meneguel como ‘Paquitas’, e logo fui fazer teatro – que era meu grande sonho ser atriz, e do teatro veio a televisão com as novelas. Tudo isso aconteceu de forma muito rápida, porque eu me dedicava muito”, disse.
E foi justamente em telenovela que Luciana começou a ter quadros depressivos. “Inicialmente eu não queria atuar na TV, sempre gostei muito do teatro, mas surgiu a oportunidade de fazer a novela Vamp, da TV Globo. Achei interessante a proposta, porque eu queria fazer o papel de  uma vilã, mas isso não aconteceu, e isso me frustrou muito.  Já em 1997 comecei a ter  dificuldades para dormir, pois sentia medo e muitas angustias, e isso se estendia a frequentar lugares que, para mim, causavam sensações ruins”, contou.
O problema teve seu agravante quando começou a ter manias incontroláveis. “Eu lavava as mãos ininterruptamente e comecei a adotar outras manias diárias. Lembro que uma delas era contar quantos táxis passavam na rua até atingir a cota o qual eu estipulava, para então poder dormir”, lembra.
Luciana decidiu fazer tratamento, e após avaliação do médico psiquiatra, conseguiu voltar à vida normal. Ela também contou do preconceito que passou na época por causa do TOC, e hoje, com a saúde mental equilibrada, devido o tratamento resolutivo, apoia a campanha da ABP, “A Sociedade Contra o Preconceito”.

Confira matéria no site da ABP: http://www.abp.org.br/portal/archive/9005

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